Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

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    Patrimônio Genético
                 Em meio a um consumismo degradante, que corrompe e destrói a natureza, a ignorância humana floresce. Apesar de serem muitos os discursos em defesa do meio ambiente, estes pouco se traduzem em prática. Infelizmente, ainda é evidente que a indiferença governamental, materializada na fragilidade das políticas de proteção ambiental, e a negligência da população impedem o nascer de um Brasil sustentável.
                Por primeiro, mesmo depois de o país ter sediado duas importantes conferencias, ECO 92 e Rio +20, percebe-se, até então, desafios a serem superados. Prova disso. É o aumento de 20% no uso de agrotóxicos, ao longo de 2017: dados de Censo Agropecuário. Ademais, nos últimos anos, “acidentes” ambientais, como o rompimento de barragens, e a intensificação do desmatamento na floresta amazônica comprovam que, embora persistente, a problemática parece não receber atenção.    
             Outrossim, é valido colocar a questão ambiental não só como um problema agrícola, mas também um social, visto que é inerente à participação dos brasileiros, já que o abrandamento das regras ambientais pode prejudicar toda a sociedade. Entretanto, a população insuficientemente cumpre com os deveres estabelecidos no artigo 225 da constituição, os quais preveem proteção e preservação do meio ambiente. Pode-se dizer, portanto, que o problema está à vista de todos, mas pouco é feito para reverter a situação.
                Nesse sentido, é premente que o poder público, por meio do ministério do meio ambiente, melhore o sistema de controle de empresas utilizadoras de recursos naturais. Com isso, é preciso uma maior regulamentação dos licenciamentos ambientais e aumentar, para regiões especificas, como florestas e leitos de rios, o sistema de vigilância computadorizada com utilização de satélites, a fim de se garantir segurança e responsabilidade socioambiental. Dadas as ampliações, faz-se necessária a participação popular, além da conscientização, na fiscalização e denúncia de ações do Governo prejudiciais á natureza. Para isso, a formação o fortalecimento de uma bancada ambientalista, através do voto popular, tornar-se-á fundamental para a preservação do patrimônio genético do país.