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    O Brasil é o terceiro maior produtor agrícola no mundo, por conta da sua vasta área territorial, solo e clima. O país lidera a exportação de cana-de-açúcar e café, contudo, mesmo com esse papel importante na economia, é preciso ter cuidados quando se trata de questões ambientais como utilização de terras, pois o impacto que gera no meio ambiente pode levar anos para ser revertido.
      Em 1934, Getúlio Vargas sancionou o "Código Florestal", com o intuito de preservar as florestas, delimitou a área que agricultores poderiam utilizar para suas plantações, e quem extrapolasse o limite teria que pagar multa. Com as mudanças de governos, quase 90 anos depois, muitas multas ainda não foram pagas e o Código não foi respeitado. Segundo o jornal "O Globo", no primeiro bimestre de 2019 o número de multas para infrações ambientais caiu 27,9% em comparação ao ano anterior, porém o desmatamento aumentou 13,7%, de acordo com o Ibama.
      A flexibilidade nas leis ambientais além de gerar um crescente desmatamento gera também desequilíbrio na fauna e flora. Muitos biomas brasileiros estão em estado de alerta por conta do avanço do agropecuário pois perdem biodiversidade. De acordo com o Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 25 anos o tamanho das florestas brasileiras reduziu quase 55 mil hectares.
      Portanto, para que o meio ambiente do Brasil seja preservado ao mesmo tempo em que o trabalho agrícola seja feito, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente seja consistente na aplicação de suas leis, juntamente com o Ibama atue delimitando o território que cada agricultor pode utilizar, aplicar multas a quem desrespeitá-las, para que assim não desmatem áreas que devem ser preservadas.