Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

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    O "AGRO" é "POP" e o "POP" não poupa ninguém!
    Como uma bela analogia à canção "O Papa é POP" da banda Engenheiros do Hawaii, é possível traçar um paralelo acerca das questões ambientais e do agronegócio brasileiro que têm estado em embate. De um lado a preservação ambiental e do outro o capitalismo na sua forma mais selvagem, visando apenas o lucro e enxergando os recursos naturais como matéria-prima, recurso, para se fazer dinheiro.
    
    Na atual maneira de se fazer política, o crescimento econômico é mais importante que questões humanitárias e de responsabilidade social para com o ecossistema. Por isso, é possível acusar o Estado brasileiro de negligente, uma vez que assumiu um papel irresponsável ao flexibilizar as leis ambientais, sendo que tais medidas de afrouxamento já revelaram seus impactos. Alguns deles, um dos mais alarmantes, consiste no crescimento expressivo das queimadas, quando comparado ao ano de 2018, de acordo com o INPE (Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais), visto que Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Acre e Rio de Janeiro são os estados mas afetados.
    
    Ademais, com as queimadas e a consequente destruição de toda uma biodiversidade de flora e fauna também vêm a estiagem, a falta de chuvas que por consequência diminui o índice de cheias de rios, o aumento da temperatura, problemas respiratórios e problemas no solo ocasionando uma redução em sua produtividade. Sem mencionar as reservas indígenas situadas nesses focos de queimada que perdem sua morada, sua fonte de recursos básicos para sobrevivência e o contínuo massacre de sua cultura e modo de viver, extremamente o oposto do capitalismo.
    
    A princípio, o que pode ser feito para amenizar os impactos que vem ocorrendo, consiste em pressionar as entidades governamentais para que se responsabilizem pelos crimes contra o planeta que veem legitimando nas últimas medidas, especificamente pelo Presidente da República e pelo Ministro do Meio Ambiente que assumem um papel de total descompromisso com a preservação. À comunidade cabe fazer manifestações populares expressando o repúdio em relação aos desmanches, ao ministro cabe enrijecer as leis e acordos ambientais para que a atual e as futuras gerações não precisem lidar e reverter extinções em massa e uma biosfera destruída.