Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

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    De acordo com o documento ''Nosso Futuro Comum'', de 1987, desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer as gerações futuras. No entanto, esse conceito não é completamente aplicado no Brasil, visto que a flexibilização das leis ambientais acarretam uma série de problemas, como o desmatamento, que prejudica o bem-estar da sociedade atual e posterior. Nessa lógica, fica evidente que essa prática  tem vários malefícios como consequência, os quais podem ser solucionados com a proatividade do Estado.
         Nesse ínterim, segundo o filósofo John Stuart Mill, uma ação só é considerada benéfica quando ela resulta em vários fatores positivos para toda a comunidade. Tendo isso em vista, fica notório a agressividade da flexibilização das leis ambientais, pois ela beneficia, principalmente, uma classe da comunidade: os empresários. Isso se deve ao fato de que, com essa atitude, o governo facilita, por exemplo, que um maior número de mineradoras sejam construídas e que mais agrotóxicos sejam utilizados, o que favorece principalmente proprietários dos meios de produção. Contudo, se o contrário for feito, isto é, houvesse mais fiscalização do meio ambiente haverá uma ação benéfica sendo feita, pela lógica de Mill, pois haveria a preservação de florestas, dos rios e do ar, fatores que são fundamentais para todos os homens.
         Entretanto, não há pessoas o suficiente no governo que defendem o desenvolvimento sustentável do país. Isso se deve ao fato de que a maleabilidade da legislação ambiental se dá, majoritariamente, por causa da existência de uma bancada ruralista no poder, a qual defende a evolução agrícola e mineral a todo custo, sendo o estado da natureza em geral considerado irrelevante para a maioria dos membros desse grupo. Dessa maneira, há uma parcela unida de políticos que defendem o avanço financeiro sem se importar com a sustentabilidade, todavia não há ambientalistas atuando diretamente na administração com tanta severidade, o que é o principal fator que acarreta os problemas ambientais.
        Diante do exposto, a fim de que o documento ''Nosso Futuro Comum'' tenha suas características cumpridas no Brasil, o Ministério do Meio Ambiente deve convidar líderes de Organizações Não Governamentais relacionadas à natureza para compor um grupo de defesa do meio ambiente. Isso pode ser feito por meio da criação de uma ''bancada ambientalista'' que tenha uma função e peso igual à ruralista, especificamente, esses membros devem ser escolhidos baseado em suas contribuições sociais e só terão voz em assuntos relacionados a esse tema.