Impactos da flexibilização das leis ambientais brasileiras

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    O filósofo Hegel defende a ideia de que a pensamento social evolui com o avançar da história, que por meio do questionamento dos valores definidos pela sociedade, ela adotaria ideais coletivista de forma a visar o progresso em todos os setores. Tal fato concretiza-se com os diversos projetos de integração de grupos marginalizados, maior participação popular em meios políticos, entre outras conquistas. Não obstante, a atual flexibilização das leis ambientais arrisca soberania nacional, dado que suas consequências arriscam a integridade econômica e cultural brasileira, o que demonstra um retrocesso de acordo com a tese de Hegel. 
       A priori, essas reformas prejudicam negativamente a tradição local da região Norte, onde o processo de desflorestamento não só afeta território de comunidades regionais, como compromete a conservação de tribos indígenas. De acordo com a Funai, a negligência em relação a fiscalização territorial e a abstinência de projetos políticos aumentou em 124% o desmatamento de terras indígenas, e consequentemente a taxa de emigração de nativos para centros urbanos em busca de condições melhores de vida, que abandonam suas tradições para se adaptarem a sociedade moderna. 
        A posteriori, a flexibilização dessas leis afetam a economia nacional, visto que ações como a poluição dos ecossistemas e o uso de agrotóxicos afetam a saúde do indivíduo, e posteriormente sua rentabilidade no trabalho. Um estudo da revista The Lancet, além de mostrar a influência atmosférica no desempenho no emprego, aponta que a produtividade dos trabalhadores rurais cai em 0,45 dólares a cada 10 microgramas absorvidos do poluente PM2.5, que ao considerar a participação de 6% do setor agropecuário no PIB brasileiro, estagnaria o crescimento da nação. 
       Em suma, é vital de que o governo adote medidas para combater esse problema. O Estado deve assegurar a integridade das zonas de preservação ambiental e indígena pelo fornecimento verba para órgãos como a Funai, Ibama e o SISNAMA para que a fiscalização adequada seja feita em territórios mais isolados de centros urbanos, além de organizar emendas constitucionais que amenizem os danos provocados pelas alterações mais drásticas nas leis ambientais, como as que flexibilizam as multas de agropecuários e empresas que prejudicam o meio ambiente.