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    De acordo com Carlos Drummond de Andrade, a "água é um projeto de viver"; de maneira análoga, é notório a importância desse recurso natural para a existência na terra. Entretanto, no nordeste brasileiro, o potencial hídrico sempre foi escasso, resultando na obra de maior veemência para a sobrevivência do povo nordestino: a transposição do Rio São Francisco. Dessa forma, os canais pluviais chegam a quantigentes populacionais historicamente isolados, todavia, os impactos ambientais e a longevidade dos sangradouros compromete o exito da realização da obra.
             É importante pontuar de início, que a dependência da população por parte dos rios demonstra-se desde do Antigo Egito, no qual, através da crescente fértil, com as respectivas enchentes, produziam o húmus, primordial para os indivíduos daquele período. No âmbito hodierno do nordeste, tal constatação, não foge a regra. Existe uma subordinação das águas pluviais, e sua existência é de suma importância para todos os cidadãos do local, consequentemente a transposição do Rio São Francisco favoreceu a vivencia dos agricultores e tratadores de animais, além de tornar oportuno o uso próprio deste precioso recurso.
            Sem embargo, é iminente a aparição de problemas ambientais, como o desmatamento e a erosão que deturpam os benefícios apresentados pelo desenvolvimento da obra. A fauna e a flora são em grande parcela afetadas, causando a mudança de habitat das variadas espécimes do local e resultando no desequilíbrio ecológico. Ainda vale salientar, que torna-se inviável as distancias quilométricas dos canais hídricos para as vivendas dos moradores da região, que em meio aos estigmas de uma vida precária, são impossibilitados da contiguidade com as vantagens oferecidas pela construção.
           Destarte, são necessárias mudanças que viabilizem a execução plena da realização estatal. Primordialmente, o Ministério do Planejamento e Desenvolvimento, deve oportunizar pecúnias suficientes para a conclusão e aperfeiçoamento da obra. Ademais, segundo a constituição federal, todo e qualquer cidadão deve ter acesso aos bens de cunho público, dessa forma cabe ao governo a construção e conectividade de tubulações que promovam o transporte e consumo da água para as comunidades mais isoladas. Assim, os nordestinos darão passos largos para o fim desta felicidade utópica.