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    O desvio das águas
          A região Nordeste possui características geo ambientais que estão estreitamente relacionadas à escassez de água, como por exemplo, a proximidade com a linha do Equador que ocasiona altas temperaturas. A fim de solucionar tal problema, a transposição do rio São Francisco, tem o objetivo de levar água para as pessoas carentes desse recurso hídrico. Entretanto, a obra desapropriará terras e comprometerá o volume do rio.
          Ao longo da extensão do "Velho Chico", nota-se comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhos que vivem às margens dele, justamente em locais por onde as obras vão passar. Consequentemente eles terão que ser realocados para outros locais, causando assim um impacto sociocultural na vida desses indivíduos que serão obrigados a se adaptarem novamente em outro território.
          Somado a isso, a transposição do rio diminuirá drasticamente seu volume de água, uma vez que ela já é utilizada para a geração de energia elétrica, irrigação de terrenos de plantio e abastecimento de regiões próximas a ele, o que vale-se de grande parte de sua capacidade. O baixo volume do rio, prejudica também as pessoas que fazem o uso de sua água em locais antecedentes aos dos desvios.
           Percebe-se que a transposição do rio São Francisco, acarreta impactos negativos ao longo do seu percurso e tampouco resolve a crise hídrica nordestina. Logo, órgãos municipais, responsáveis por recursos hídricos, devem construir cisternas rurais que captam e tratam a água da chuva para posterior consumo da população. Além disso, o governo precisa investir na capacitação de geólogos e pesquisadores, e providenciar verba para perfuração e manutenção de poços, a fim de utilizar água de qualidade disponível no subsolo.