Impactos da transposição no Rio São Francisco

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    O acesso à água potável é um direito básico de todo cidadão brasileiro, de acordo com a constituição federal. Entretanto, grande parte do Nordeste tem sofrido uma constante desertificação devido à sua falta. Dessa forma, é possível destacar tanto aspectos positivos quanto negativos sobre a transposição do rio São Francisco. Se, por um lado, a população sertaneja clama por socorro em virtude da sede; por outro, as consequências de se criar novos canais afeta negativamente o meio ambiente.
         No que se refere à caatinga, muitas espécies animais e vegetais têm morrido em detrimento à Seca. Nesse sentido, a criação de dutos ligados à Bacia do São Francisco pode salvar grande parte da população, além de contribuir com a diminuição de doenças advindas da poluição aquática. Além disso, a desidratação e a baixa produtividade no campo também podem ser amenizadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ademais, a abundância da água deve gerar empregos e possibilitar uma vida salutar às espécimes pertencentes a esse bioma.
         Em contrapartida, as obras ligadas à transposição têm causado sérios problemas de sustentabilidade. Por exemplo, processos erosivos e o desmatamento resultaram no extermínio de plantas nativas, as quais dificilmente poderão ser replantadas em solo infértil. De acordo com a revista Época, existe uma enorme preocupação pelas comunidades quilombolas e indígenas quanto ao dano causado pelas obras, como a depredação da Bacia do São Francisco.
         Assim sendo, é imprescindível que haja um diálogo entre os índios, mulheres nordestinas e o Governo Federal, por meio de reuniões mensais, com o fito de se analisar os impactos ambientais e encontrar soluções viáveis para o bem-estar de toda a população. Outrossim, os Governadores Estaduais devem abrir novas licitações para que a obra possa ser concluída rapidamente, mediante a participação da iniciativa privada, a fim de diminuir os altos custos da transposição. O Nordeste poderá, assim, desenvolver-se e gerar empregos à sua população mais afastada.