Impactos da transposição no Rio São Francisco

Envie sua redação para correção
    No século XX, a ONU deu início às conferências sobre meio ambiente chamando atenção mundial para o desenvolvimento sustentável, aquele em que o crescimento econômico não deve interferir no uso racional de recursos biológicos ou causar danos à biodiversidade. O nordeste brasileiro, muito explorado na colonização portuguesa, sofre com a seca causada por fatores climáticos e industriais. A transposição do Rio São Francisco é uma obra governamental que tem como principal meta resolver a falta de recursos hídricos da região. Entretanto, os problemas hídricos não foram solucionados, os gatos estão acima do previsto inicialmente e houveram graves consequências biológicas e geográficas em uma obra que não tem previsão de finalização.
      Em 1897, Antônio Conselheiro já denunciava a miséria e o abandono do nordeste brasileiro na Guerra de Canudos. Mais de cem anos depois, a região ainda é explorada como fonte de monocultura para os grandes latifundiários do país e abandonada pelo governo, que, segundo os nordestinos, os usam como votos garantidos oferecendo-os o básico e, após as eleições, os abandonam novamente, seguindo a ideologia do coronelismo, também muito utilizado na colonização. 
      A transposição do Velho Chico não só não cessou a seca no Polígono das Secas, como diminuiu o volume de água nos rios próximos à nascente, atenuando a desertificação, morte da fauna e flora nativa e desnutrição da população como consequência do desmatamento causado pela obra.
     O presidente do país, que retomou as obras, deve construir poços profundos e cisternas, os quais são mais baratos e eficazes no combate à seca. O Fórum dos Governadores do Nordeste, deve atender às demandas da população, auxiliando os pequenos agricultores e oferecendo o mínimo previsto pelos Direitos Humanos, como alimentação e infraestrutura descente. O nordeste não é mais uma colônia de exploração, e, apesar de ser uma fonte econômica para o país, deve ser priorizado a preservação da biodiversidade brasileira e o bem estar da população nordestina.