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    Desde o período paleolítico, o homem usa a natureza de forma domesticada. As águas dos grandes rios foram importantes para a criação das sociedades antigas como o Egito e a Mesopotâmia. Hoje, o sertão nordestino vive uma das maiores secas das últimas décadas e uma das alternativas de amenização dos impactos da estiagem vem sendo, como antes fora, a manipulação antrópica dos recursos naturais, com o desvio das águas do rio São Francisco. Causando alento aos beneficiados, revolta aos onerados e danos aos recursos naturais.
     Em primeiro lugar, como fim principal da obra de transposição do rio, estão aqueles sertanejos que vivem, há tempos, a realidade dura da seca, que traz prejuízos econômicos e sociais. A esperança destes brasileiros é que que a tranposição seja perene e traga fartura e desenvolvimento para suas regiões.
    Apesar de toda euforia e esperança dos possíveis beneficiados. Os povos ribeirinhos, ao verem a vazão do rio diminuir e as margens se distanciarem de suas propriedades, sentem-se angustiados pelo prognóstico incerto da manutenção de suas plantações, pescados e, até mesmo, de sua permanência nestas áreas onde o rio vem perdendo volume.
    Por último, porém com grande importância, vem o ambiente. Espécies de fauna e flora que sofrem com mais uma atividade do homem, como senhor, controlador e algoz da natureza. Entretanto, esta só é mais uma ação. Pois o rio vem sofrendo há muito tempo com o represamento, desmatamento da mata ciliar e poluição.
    Portanto, fica claro a necessidade da diminuição dos maus tratos ao rio São Francisco, desde a revitalização de nascentes, diminuição do despejo de esgoto doméstico e industrial e replantio de uma mata ciliar. Ações como essas poderão, em médio e longo prazo, torná-lo mais caudaloso e saudável para que suporte os projetos de irrigação e sua transposição.