Impactos da transposição no Rio São Francisco

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    Lucro ou humanização?
    
    Por meio de propostas implementadas em 2007 para tentar diminuir a escassez de água presente nas populações do sertão nordestino,a transposição no Rio São Francisco está sendo um nefasto frente à política legal presente na Constituição Federal.Sendo assim,objetivando a resolução prática do artigo primeiro e terceiro(inciso III),cabe ao Estado aliado à sociedade criar e ampliar medidas de combate a esse impasse.
    É inegável que a prática de transposições de rios é realizada desde a Antiguidade.Com o aumento do aquecimento global,e as consequentes regiões afetadas pela seca,o povo do sertão vive de situações deploráveis e esquecidos pelos governos,como já transmitido no romance "São Bernardo".Entretanto,com uma tentativa frustrada de angariar ao povo nordestino o "óasis nordestino",o Estado já gastou 9,6 bilhões de reais,de acordo com a Folha de São Paulo.
    Torna-se evidente que as grandes empresas recebem vultosas licitações,nas quais o setor empresarial segue a linha maquiavélica que "os fins justificam os meios",de forma que a questão humana e ambiental se torna desprovida de interesse.Dessa forma,com um desmatamento acentuado,gerando a aceleração da destruição da fauna e da flora;extinção de espécies locais;atraso das obras;as minorias são submetidas às amarguras produzidas pelo "modelo smithiano".Desse modo,obtendo apoio por parte da grande mídia e ofuscando a realidade,o projeto desastroso ajuda a corroborar o conceito de Gilberto Dimenstein de que "as leis brasileiras funcionam só no papel",precisando,assim,ser revisto.
    Portanto,cabe ao Estado juntamente à sociedade a condição de reversibilidade desse impasse.O Estado,insatisfeito com o projeto supracitado,seguindo a ideia do escritor irlandês Oscar Wilde "a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação"-deve,por meio do Legislativo,criar uma lei que outorgue a entrega de cisternas em todas as comunidades afetadas pela seca,como forma de minimizar o problema da escassez de água. Aliado a isso-opondo-se ao "tranquilismo de Lin Yutang"-a sociedade deve ampliar seu engajamento em movimentos ambientais, preconizando a preservação da natureza,tendo em vista o descaso das grandes empresas com a natureza,fazendo da mesma apenas palco de lucro.Dessa maneira-aplicando-se as ações supracitadas- o pensamento do jornalista brasileiro poderá ser revertido.