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    Injustiças da sede
          Desmatamento. Desequilíbrio ecológico. Poluição. Esses são alguns dos possíveis impactos que a transposição no Rio São Francisco pode gerar. Tal fato é alarmante em relação ao ecossistema à vida da população local. Desse modo, o que deveria melhorar a qualidade de vida da população, pode prejudicá-la. Dessarte, há de se entender tal problemática, a fim de minimizá-la. 
          À vista disso, deve-se considerar a teoria evolutiva de Darwin, a qual determina que o ser-vivo mais adaptado ao meio irá sobreviver, o que gera, ao final, um equilíbrio no ambiente. Contudo, os humanos acabam desarmonizando a natureza, dado que, muitas vezes, habitam locais inóspitos para tal espécie. Assim, pode-se relacionar esse fato ao que ocorre no sertão nordestino, onde muitas pessoas vivem sem condições básicas, como a água. Dessa forma, torna-se evidente que as obras no Rio São Francisco não irão resolver tal questão, podendo, pelo contrário, causar ainda mais desequilíbrio ambiental, sendo essencial reavaliar a validade desse ato.
           Acresça-se a isso as táticas maquiavélicas utilizadas pelo governo para a transposição desse rio, uma vez que os teóricos benefícios foram apresentados de maneira imediata e os malefícios só vêm se mostrando com o tempo. Esse quadro se dá pela falta de transparência nas ações governamentais. Por isso, a população local não soube dos grandes impactos que a obra poderia gerar no futuro, o que poderia afetar a vida dela própria. Logo, observa-se necessária uma analise mais profunda desse feito, em prol da qualidade de vida de todos. 
          Sendo assim, é primordial remodular o macrocosmo social brasileiro. Nesse viés, cabe ao governo garantir o bem-estar do povo, através da construção de complexos habitacionais em regiões livres de secas, com o intuito de que os indivíduos residentes no sertão nordestino possam se mudar e ter uma vida digna, os afastando da sede sem afetar a natureza. Ainda, é de responsabilidade das ONGs de causas ambientais, lutar pelo esclarecimento dos danos que a obra pode gerar, com o objetivo de que a população se torne ciente desses riscos. Ademais, é imprescindível que o poder legislativo assegure a vontade da maioria, por intermédio da organização de um plebiscito a respeito da continuação da obra ou não, visando a uma decisão democrática, para que, assim, a humanidade se reinvente em um mundo mais justo. Afinal, segundo Martin Luther King, “a injustiça em um lugar qualquer, é uma ameaça à justiça em todo lugar”.