Impactos da transposição no Rio São Francisco

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    Medidas superficiais nunca resolverão
                 O curso natural da natureza precisa ser respeitado, já que o meio ambiente fornece o que é necessário ao homem. A transposição de um rio não resolverá o problema da água, pois a solução para a falta desse líquido vital exige medidas mais complexas. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), em 2010, 14% da população mundial não tem acesso à água potável. Em 2050, a situação será calamitosa, pois 44% das pessoas não consumirão água de qualidade.
                   Não adianta resolver uma mazela de modo superficial. Quando isso ocorre, há o surgimento de mais problemas ao longo do tempo. Desse modo, transpor um rio é uma maneira equivocada de resolver essa questão, pois não resolverá a causa da falta de água e causará desmatamento, perda da biodiversidade e aumento da desertificação no local da transposição do rio. 
                     Francis Bacon, filósofo empirista, dizia que conhecimento era poder. O homem - único animal da natureza a ter essa ciência do saber - utiliza esse poder, infelizmente, para destruir a si próprio e o meio ambiente. É necessário que haja reflexão para mudar esse revés. Esse problema é complexo, pois envolve a conscientização de todos. Ainda que seja difícil, medidas simples de cada um podem solucionar essa mazela. Segundo a ONU, 40% da água desperdiçada acontece devido a banhos demorados e torneiras mal fechadas. Logo, basta cada indivíduo ter consciência e não fazer isso. 
                 Segundo Paul Atson, cofundador do Greenpeace, " inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente". Portanto, o homem necessita refletir e utilizar a natureza de modo harmonioso; logo, pais devem dialogar com seus filhos sobre a utilização consciente da água e precisam dar exemplos: fechando sempre a torneira quando não houver necessidade de uso. Além disso, a escola deve desempenhar o papel formador do pensamento consciente em seus alunos, promovendo oficinas e teatros que mostrem crianças tomando banho de modo consciente. Essa atividade de ensino é benéfica, pois a ética aristotélica evidencia que ninguém nasce ético, mas se aprende esse saber pela repetição. Ou seja, quando se observa alguém fazendo algo correto, é bem provável que o observador imite e desempenhe o fato observado. Dessa forma, existirá grande possibilidade de alcançar a conscientização de todos. Quando um indivíduo não agir de modo respeitável com o meio ambiente, o Estado deve aplicar punições socioeducativas a ele. Por exemplo, o infrator precisa ir todo dia em determinado lugar para tomar um banho de no máximo 5 minutos. Em seguida, precisa repassar essa ideia para dez pessoas. O governo também precisa usar a mídia para mostrar que a transposição de um rio não resolve, pois o que soluciona é o uso consciente da água.