Impactos da transposição no Rio São Francisco

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    Graciliano Ramos, em Vidas Secas, mostrou a triste realidade do sertão nordestino. Embora o livro tenha sido escrito no século XX, os problemas da seca permanecem até hoje. Nesse sentido, para combater à falta de água da região, adotou-se o projeto de transposição do Rio São Francisco. Não há dúvida que a obra traz diversos impactos negativos para o Nordeste. 
           Em primeiro lugar, o desvio do ‘Velho Chico’ fortalece o coronelismo. Essa prática remonta desde o início da República Brasileira, a saber, ela se refere ao fato de latifundiários usarem a população para fins políticos. Assim, como o eixo leste e oeste atravessa diversas fazendas, o uso da água pelo povo depende da aprovação dos fazendeiros. Dessa forma, as pessoas votam no candidato do ‘coronel’ para poder utilizar o recurso hídrico. 
           Outrossim, outra consequência é o aumento da seca. Sob esse viés, é preciso compreender que ao desviar o curso do rio diminui-se sua vazão. Consequentemente, favorece o assoreamento, ou seja, acúmulo de sedimentos no flúmen. Desse modo, áreas os quais não sofriam com o problema da desertificação, passam a conviver com o desequilíbrio ecológico. 
           Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para combater os danos da transposição. É dever do legislativo enfrentar práticas coronelistas, por meio da aprovação de uma lei o qual torne a água um direito fundamental, para que assim torne-se crime quem negar o seu acesso. Ademais cabe às prefeituras nordestinas combaterem à seca, mediante a construção de cisternas, com o propósito de armazenar água.