Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    O existencialismo defendido por Jean Paul Sartre descreve que a intersubjetividade humana implica ações que causam impacto na vida de outros. Nessa perspectiva, vê-se que o discurso de ódio contra as minorias é um problema social, uma vez que as atitudes humanas intolerantes e a violência decorrente desse impasse condena, infelizmente, os excluídos à inexistência.
          Pierre Bourdieu argumenta que as estruturas sociais são incorporadas durante o processo de socialização. Portanto, comportamentos característicos de uma determinada época são naturalizados pela sociedade e reproduzidos nas gerações futuras, dessa forma, é notório a presença de preconceitos internalizados. Com efeito, esse fato social favorece a intolerância contra determinados grupos que pensam ou agem de forma diferente daquela arraigada na sociedade.
          Nesse contexto relativo a intolerância, os discursos de ódio se manifestam contra as minorias. Essa população encontra-se em desvantagem social, o que as tornam suscetíveis a ações discriminatórias e preconceituosas - como a violência física e verbal. Sob esse viés, tal vulnerabilidade afeta a equanimidade nas esferas sociais, pois conforme defende Nick Couldry, a desigualdade de fala condena pessoas à inexistência e se torna um empecilho a democracia, uma vez que retira vozes do espaço público.
          É importante enaltecer que os comportamentos humanos hostis e intolerantes prejudicam a equidade nas relações sociais. Torna-se imprescindível que a família (principal agente de transformação do caráter do indivíduo) conscientize seus filhos sobre respeito as diferenças. Outro aspecto relevante é a promoção de debates sobre tolerância, com psicólogos, nas escolas e instituições sociais. Dessa forma, as atitudes humanas propostas por Sartre irão impactar de forma positiva a sociedade.