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    Durante a Segunda Guerra Mundial, com a emersão dos governos totalitários, houve grande difusão da intolerância e do discurso de ódio contra as minorias representativas. Na Alemanha, ao longo do governo de Hitler, era pregado a purificação da raça, a qual somente se daria através do extermínio de negros, judeus e homossexuais. Hoje, quase um século depois, essa visão de superioridade de uns sobre os outros ainda é preponderante, abrindo espaço para a segregação.
        Segundo a Carta Magna, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo assegurados a todos os cidadãos direitos invioláveis, como à segurança e à liberdade. Entretanto, o presenciado na contemporaneidade fere o que é pregado pela Constituição, visto que classes minoritárias como mulheres e LGBT (Gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais) são submetidos, diariamente, a violências físicas, morais e psicológicas. De acordo com o relatório publicado pelo Grupo Gay da Bahia, a cada 19 horas morre um LGBT. 
      Consoante ao supracitado, há ainda a problemática da impunidade, principalmente em ambiente virtual, onde os infratores se escondem por meio do anonimato. Por mais que o Racismo seja crime inafiançável no Brasil, ele é parte integrante da sociedade brasileira. Tendo como principal meio de propagação do discurso de ódio as redes sociais, os racistas se baseiam em teorias como o Darwinismo Social, que julga a Europa superior ao continente Africano. Exemplificação dessa atrocidade foram os atentados racistas contra a Atriz Taís Araújo, em 2015, por meio do Facebook, no qual os “haters” a chamavam de macaca e coisas similares.
       Infere-se, portanto, que apesar de o Brasil portar uma Constituição que assegura a igualdade entre os indivíduos, ela não é seguida na prática. Dessa forma, é dever, em primeiro lugar, das escolas, de trabalharem os princípios de igualdade entre os discentes e seus responsáveis, mostrando-os que é importante aceitar e respeitar as diferenças. Esse trabalho deve ser executado com o auxílio de palestras, reunião com pais e alunos, pesquisas, filmes e trabalhos em grupo. Ademais, cabe ao Poder Judiciário ampliar o processo de fiscalização nos ambientes cibernéticos, de modo que não reine a impunidade.