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    A história em quadrinhos dos "X-Men", criada por Stan Lee, contam sobre humanos que devido à presença do "gene-x" adquiriram características incomuns, sendo conhecidos como mutantes. O grupo é uma alegoria que representa todas as minorias - negros, homossexuais, imigrantes, judeus, mulheres, entre outros - que sofriam preconceito da classe dominante. Dessa forma, apesar de criada nos anos 60, essa história retrata uma realidade atual, pois a intolerância e o discurso de ódio são, infelizmente, crescentes contra grupos marginalizados.
    Primeiramente, é necessário destacar que, do ponto de vista sociológico, minoria é um conceito qualitativo pois refere-se à parte menos contemplada da população. No pensamento do filósofo Tomas de Aquino, em uma sociedade democrática todos os indivíduos tem a mesma importância. Esse ideal é contrariado por parte do Estado, quando não há ações que combatam o ódio direcionado a certos grupos, mostrando negligência e indiretamente legitimando as agressões.
    Ademais, há uma herança histórica de preconceito que tem sido impulsionada por discursos online. Nesse sentido, o anonimato proporcionado pelas redes dificultam o combate ao ódio e impelem a "banalidade do mal" que, para Hanna Arendt, é quando uma atitude agressiva ocorre constantemente e as pessoas param de vê-la como errada. 
    É necessário, portanto, que ONGs, juntamente com a mídia, em defesa dos direitos de grupos e minorias, se mobilizem através de protestos e divulgação de propagandas para conscientizar a população. Além disso, o governo deve criar leis para punir agressores, assim como oferecer tratamento psicológico e garantir apoio jurídico as vítimas. Com essas atitudes, o ódio e a intolerância serão parte apenas da ficção e não mais de nossa sociedade.