Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Intolerância dominante
      Desde as primeiras formações sociais, foram estabelecidos estratos de poder entre os indivíduos. Tais estratos modificaram-se com o tempo, indo do comunismo primitivo à configuração atual, quase completamente definida pela Revolução Industrial do século XVIII. Desse modo, o poder de um grupo sobre o outro gera, na atualidade, intolerância e discurso de ódio contra minorias. Esse fato é, portanto, um problema social.
    
       Karl Marx, famigerado sociólogo prussiano, ao estudar as relações sociais  de sua época, concluiu que havia a existência de uma classe dominante, detentora dos poderes político e econômico, em detrimento de outra classe (dominada). Seu pensamento é, no contexto da intolerância, de perfeito encaixe, uma vez que o intolerante geralmente pertence a um grupo favorecido socialmente - classe dominante - e a vítima é de grupo marginal - classe dominada.
       Outrossim, é comum que a intolerância agrave-se, culminando no ódio e em ações que atentem contra a condição das vítimas. Não obstante, os principais grupos que sofrem tais consequências são negros, LGBTQIs, mulheres, entre outros, e, possuindo pouca voz ativa dentro da sociedade, são muitas vezes desconsiderados como acusadores na situação. Enquanto isso, o intolerante favorecido mantém-se impune, não sofrendo consequências ao atentar contra minorias. Logo, é novamente notável a teoria de classes marxista.
       Destarte, é necessário que a escola, enquanto instituição social, insira palestras e debates que visem a inserção social dos grupos marginalizados, por meio da desconstrução de conceitos histórico culturais de superioridade de alguns grupos. Ademais, o Ministério da Justiça tem o papel de tornar efetiva a legislação de proteção das minorias, fornecendo mais voz ativa a elas, por intermédio da aplicação detalhada de depoimentos acerca de intolerância e discursos de ódio e da rigidez na aplicação das leis. Assim, essa questão não mais representará um problema social tão expressivo, e as classes de Marx poderão coexistir em harmonia.