Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    O livro de Angela Davis "Mulheres, Raça e Classe" aborda a realidade das mulheres negras durante a escravidão. Dessa forma, o discurso de ódio ocasionou a inferiorização dos negros, o que negava a eles a liberdade. Assim, a intolerância ocorre quando um individuo se recusa a ouvir ou refletir sobre assuntos que sejam contrários as suas crenças, visto que ele está em uma bolha social. Com isso, as redes sociais e bolhas sociais são algumas das motivadoras disso, o que resulta em discursos de ódio  contra minorias. Como resultado, há opressão violência e mortes de indivíduos. Diante disso, é importante analisar as causas e consequências das problemáticas.
    Segundo o filósofo Leandro Karnal, "O ódio é uma maneira de falar de você, não do outro". Ou seja, o ódio é construído por meio de uma visão previa sobre algo ou alguém, o que caracteriza o preconceito. Nesse contexto, a visão dos negros, evidente no livro de Angela Davis, mostra que a população acreditava que a cor tornava uma pessoa inferior. Por isso, houve a disseminação da escravidão, o que colaborou para a dispersão do ódio contra esse grupo. Logo, a crença, religião, política e sexualidade podem formar uma bolha social, o que impede que as pessoas saiam dessa esfera em busca das diferentes opiniões, que podem contribuir para reflexões e tolerância mediante as diferenças. Como consequência da falta de debates, mais pessoas permanecem na zona de conforto, o que pode englobar discursos de ódio contra grupos minoritários, como os negros e o racismo.  
    Ademais, de acordo com pesquisas feitas pelo neurologista Joshua Greene, o ser humano se sente satisfeito quando dizem algo que ele concorda, pois libera a dopamina (hormônio do prazer). Desse modo, visões contrárias seriam analisadas como algo negativo, o que leva a população a evitar conversas com pessoas com os mais diversos costumes e valores. Dessa maneira, o algoritmo seletivo, das redes sociais, funciona com o objetivo de apresentar aos seus usuários conteúdos que estejam de acordo com o que ele acredita. Para que isso ocorra, o sistema analisa o que é mais visto pelo utilizador. Como resultado, as redes sociais prendem a população em uma bolha social, o que prejudica a formação de novas ideias e debates que colaborem para a tolerância. 
    Torna-se evidente, portanto, a necessidade de trabalhar no algoritmo seletivo, já que a internet é uma das principais fontes de informação, para que haja uma diminuição da intolerância e do discurso de ódio. Para isso, devem ser contratados profissionais que modifiquem o algoritmo, de uma forma que possibilite a chegada dos mais diversos conteúdos, com diferentes pontos de vista. Para que isso seja possível, o poder Executivo e Legislativo deve liberar verbas para pagar os profissionais e a formação do sistema. Com a iniciativa, as bolhas serão abertas e a intolerância e discursos de ódio diminuídos.