Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, posto que há uma frequente intolerância e pratica de discursos de ódio contra minorias, nas diversas relações cotidianas. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
          A priori, é imperioso destacar que o discurso de ódio e a intolerância, são frutos do despreparo civil para lidar com as diferenças. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, os indivíduos em idade inicial tomam como verdade os preconceitos que ouvem dos pais, pois como cita Goebbels "Uma mentira dita 1000 vezes, torna-se verdade". Por conseguinte, numa espécie de onda "intergeracional" sádica, a intolerância acaba por passar de forma hereditária. Logo, é substancial a mudança desse quadro que vai de encontro ao respeito às diferenças. 
          Outrossim, é imperativo pontuar a omissão estatal como impulsionadora do impasse. A respeito, o artigo quinto da Constituição Federal de 1988 deixa explicito que todos são iguais parante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo a liberdade, igualdade e a segurança de forma imparcial. Ora, se um governo se omite diante uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. 
    
          Visto isso, de acordo com as informações supracitadas, medidas devem ser tomadas, a fim de diminuir a intolerância e o discurso de ódio contra as minorias. Para isso, cabe ao MEC (Ministério da Educação) - ramo do Estado responsável pela formação civil - em parceria com as escolas, inserir  nos colégios, palestras e programas que incentivem a inclusão social de todos, de modo que, essas palestras também sejam transmitidas por meio de grandes mídias como, por exemplo, Facebook e canais de TV. Ademais o Senado deve aprovar leis mais severas contra pessoas que cometem crimes de ódio, além de ser principal agente catalizador no atual moroso sistema de julgamentos dos infratores. Desse modo, podemos sonhar com a sociedade idealizada de São Tomás de Aquino.