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    Na era digital, o imediatismo de informações tornou-se, em certos âmbitos, uma problemática global, haja vista que cada vez mais pessoas estão consultando em buscadores web doenças que podem ser atreladas ao seu estado patológico do momento, ou seja, acabam sendo levadas muitas vezes a terem diagnósticos digitais errôneos. Mediante a isso, tal prática que, segundo o site World Wide Web é chamada de Cibercondria, produz outras ‘enfermidades’, como a automedicação e a pré-disposição em achar que sempre está doente ou com algo mais grave do que o real. 
          Primeiramente, é inegável que o consumo de medicamentos se encontra em alta. Segundo pesquisas do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos já se automedicaram, sendo que parte deste número se dá como resultado da Cibercondria, isto é, as pessoas ingerem substâncias de forma independente para a possível cura da enfermidade diagnosticada pelo buscador web. Entretanto, tal prática leva a causas mais sérias, como enjoos, complicações nos órgãos ou até mesmo na real doença e, quando há o uso contínuo da medicação errada, causando até mesmo a morte. 
          Ademais, a nova doença da era digital não se limita apenas a fatores físicos, haja vista que também forma condicionamentos psicológicos a partir dos resultados dos diagnósticos digitais. Para Buda, “Tudo o que somos surge com nossos pensamentos”, e é a partir do fato de sempre procurarmos quais doenças possuímos que se cria o ideal de estarmos sempre doentes, mesmo que as vezes não estamos ou que a real doença não é tão grave como é indicada na pesquisa. Consequentemente, tal ideal leva a uma intensa e, muitas vezes desnecessária, preocupação por parte da pessoa. 
          Mediante ao exposto, pode-se concluir, portanto, que a Cibercondria produz certos impasses, como a automedicação e a pré-disposição em achar que sempre está doente ou que é mais grave do que o real. Diante a isso, é dever do Estado promover, através de espaços públicos, várias palestras informando como é prejudicial se auto diagnosticar através da internet, bem como os perigos de tomar remédios por conta própria, pois assim cada vez mais pessoas se conscientizariam e procurariam médicos reais, reduzindo também o sentimento de se preocupar e sentir que está doente, quando na verdade não está. Usando as medidas expostas, talvez a Cibercondria se minimize ou até mesmo se erradique em um tempo futuro em nossa sociedade.