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    Por volta de mil novecentos e quarenta, a Alemanha nazista de Adolf Hitler perseguiu grupos sociais considerados inferiores, episódio que ficou conhecido como Holocausto na historiografia mundial. Analogamente, na contemporaneidade, essa perseguição se da por meio da intolerância às minorias, termo que refere-se à categoria de pessoas diferenciadas da maioria social. Dessa maneira, os grupos dominantes marginalizam a cultura dos dominados, impondo-os a sua ou hostilizando-os, de modo que, por muitas vezes, essa discriminação acaba em conflito, tendo como desfecho a perca de parte da identidade do grupo dominado.
              Em uma primeira análise, é válido destacar que o intolerância cultural está atrelado ao choque entre valores sociais distintos. Sendo assim, ao uma etnia ter contato com outra, é natural que haja disputa entre ambas, de maneira que uma se sobressaia à outra e tente impor seus valores socioculturais, como ocorrido no Brasil, com o tráfico negreiro do período colonial, quando os portugueses que aqui viviam marginalizaram a cultura africana e impuseram os valores socioculturais europeus aos africanos recém chegados. Contudo, cabe ressaltar que toda e qualquer imposição cultural é prejudicial as  sociedades humanas, pois contribuem à perca da identidade de um povo.
              Convém, ainda, lembrar que, devido à marginalização ideológica criada pelos portugueses, a aversão à etnia africana está intrínseca na mentalidade do brasileiro contemporâneo. Consequentemente, o negro convive diariamente com o racismo e descriminações contra os valores culturais de seu povo, como mostra a frase: "chuta que é macumba" que é amplamente pronunciada na sociedade e remete a imposição religiosa sofrida pelos negros séculos atrás, o que evidencia que a intolerância e os discursos de ódio fazem parte do cotidiano do Brasil e, contribuem à violência em território nacional. 
              Faz-se necessário, portanto, que o representante de Estado, juntamente ao Ministério da Educação, altere a base curricular brasileira, por meio de uma proposta de Emenda Constitucional, de modo a priorizar a desconstrução de ideologias, utilizando-se das disciplinas de sociologia e filosofia, pois como disse Karl Marx, o papel da sociologia é desconstruir as ideologias, para que a comunidade brasileira perca a mentalidade criada séculos atrás pelos portugueses e torne-se mais tolerante. Dessa maneira, a intolerância e a perseguição às minorias tenderão a zero. E que o poder judiciário cumpra de forma efetiva as leis existentes contra racismo e violência, assim os poucos indivíduos intolerantes que ainda restarem serão afastados do corpo social e a sociedade aprenderá e entenderá que a diversidade étnico-cultural é indispensável a existência humana.