Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    A intolerância é algo que vai de encontro a boa vivência em sociedade. Infundamentada eticamente e com base em argumentos pessoais, tal virtude negligência os direitos de expressão de vários grupos sociais, além de reprimi-los com discursos de ódio, agressões físicas e depreciação de bens. Reflexo da violência estrema causada pela ignorância; esse problema, que já dizimou populações no passado, e que, continua cerceando a vida de centenas de brasileiros todos os dias, precisa urgentemente ser combatido e erradicado. Para tanto medidas que atinjam o todo social devem ser aplicadas.
          Seja no Camboja, na Turquia, no Leste Europeu, na Alemanha, no Congo Belga (em 1890), na China, no Iraque ou em Ruanda; a intolerância continua eliminando vidas ao redor do mundo. Todos os países acima citados foram palco de genocídio contra grupos de minoria; somando-se dados históricos, eles perfazem aproximadamente sessenta e três milhões, novecentos e trinta e duas mortes. Apenas no século passado, o que totaliza, mais ou menos mil e setecentos assassinatos por dia. 
          Similarmente, no século XXI, abusos como esses continuam a acontecer. Crimes de ódio, como o que marcou setembro do primeiro ano desse presente centenário, com o ataque as Torres Gemias nos Estados Unidos; e vários outros que escandalizaram o mundo nos últimos anos. A maioria deles, embora tenha sido arquiteta por nomes conhecidos; é gerado pelo mesmo sentimento que muitos anônimos compartilham e expressam no meio social: o ódio. Fruto da intolerância, esse não se encontra apenas nos grandes massacres; ao contrário, no cotidiano é que ele se evidencia, por meio da repressão, do preconceito, e do tão conhecido discurso de ódio. Esse ultimo é responsável por oprimir grupos de minoria principalmente nas redes sociais; por meio de, literalmente discursos com palavras odiosas publicados em rede, e perseguição a perfis particulares e representantes de comunidades, com xingamentos e ofensas. Não há justificativa plausível para esses atos, que em suma maioria ficam impunes; é preciso aplicar punições severas a tais ações. Mas sobre tudo é necessário cativar, no todo social o sentimento oposto ao causador do problema: a empatia.
           Ora pois, a partir do momento em que um indivíduo se propõe a ver a realidade sob a perspectiva do outro, e, entender e respeitar sua individualidade; corrobora-se com uma melhor integração social e vivência entre eles. A intolerância não permite conversa ou interação, ela isola e corrompe enquanto a empatia integra e torna a sociedade mais unida e consciente. Por tanto é essencial que o sentimento empático seja popularizado pela mídia, e pelos Estados por meio de projetos educacionais; destinados não só à escolas bem como às demais esferas sociais. Além disso é preciso penalizar com reclusão sem fiança aqueles que permanecerem intolerantes. Para que assim o ódio seja erradicado.