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    Pequenos para alguns, grandes na essência 
       Embora sejam eventos conceitualmente diferentes, a intolerância e o discurso de ódio possuem, na historiografia, suas raízes culturais compartilhadas, apoiadas em uma sociedade medieval - entre os séculos V e XV - onde imperavam o patriarcalismo e o separatismo. Dessa forma, a apologia por ações discriminatórias direcionadas às diversas minorias contribui para o aumento da violência e, por conseguinte, o desenvolvimento de agravos mórbidos. 
    
         Diante das práticas constantes de ações favoráveis ao discurso de ódio e intolerância contra as minorias - eventos etimologicamente relacionados à indisposição frente aos grupos vulneráveis e em desvantagem social - os índices da violência crescem potencialmente. De modo corroborativo, Maria Cecília Minayo, socióloga e pesquisadora dos eventos da violência, enquadra essa vertente da violência na tipologia estrutural, na qual os indivíduos pertencentes a tais grupos não desfrutam de um código legal a eles favorável. Além disso, dados policiais relatam um crescimento superior a 25% das agressões, nas mais variadas proporções, em razão do racismo, homofobia, xenofobia, deficientes, além das outras formas menos disseminadas.
        Em consequência a esse cenário, podem ser evidenciadas algumas doenças que acarretam sequelas destrutivas às vítimas e, em menor proporção, aos seus familiares, nomeadamente o estresse pós-traumático, politraumatismos, fibromialgias e transtornos psicológicos. Ademais, esses abusos contra as minorias podem estar associados ao estupro. 
         Ante o exposto, pode-se ratificar, portanto, a crescente frequência da violência contra as minorias, assim como um quadro epidemiológico desfavorável. Sendo assim, exige-se uma maior atuação parlamentar na criação de leis herméticas em favor das minorias e a fiscalização da sua atuação, pela atuação de comissões intersetoriais. Além disso, é viável a criação casas de apoio com a devida assistência multiprofissional.