Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Em uma sociedade cada vez mais desenvolvida em aspectos técnicos e tecnológicos, é notável a conservação e/ou potencialização de posturas pouco racionais ou ainda carregadas de ideologias que fazem da convivência em sociedade um grande desafio. Cita-se, como exemplo, o discurso de ódio e a intolerância frente às minorias, mazelas que possuem heranças históricas e que, se não atenuadas, podem vir a se tornar perspectivas futuras. 
    Em primeiro lugar, a herança histórica do ser humano possui papel significativo sobre o desenvolvimento de seu senso crítico. Considerando que a abolição da escravidão no Brasil foi tardia, proclamada em 1888 com a Lei Áurea, é válido salientarmos que o pensamento banal e estereotipado sobre o negro era comum na sociedade. Assim sendo, a expressão "educação vem de berço" é um reflexo daquilo que foi transmitido de geração para geração: preconceito, ódio e intolerância. Prova disso são os constantes atos de aversão à cultura, religiosidade e costumes que a população afro-brasileira sofre no país. A educação é, portanto, uma importante ferramenta no combate as diversas formas de perpetuação da indiferença. 
    Além disso, a ausência do debate educativo é um promotor da manutenção do comportamento intolerante. De fato, os setores públicos, como a escola, são pouco eficientes na construção do discernimento crítico do cidadão. Prova disso são as ineficientes grades de ensino que não abarcam o espaço a discussões sobre a diversidade. Ainda que, em 2003, tenha sido proclamada a inclusão do ensino de História Afro-Brasileira e Indígena nos currículos das escolas, nota-se a pouca absorção pela população do que lhe é transmitido. 
    Assim sendo, é necessário que haja uma reestruturação do comportamento social. Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve promover investimentos em melhores instalações, profissionais, equipamentos e recursos que auxiliem o jovem em seu discernimento crítico em formação. A inclusão de palestrantes, por exemplo, em atividades extracurriculares poderia facilitar esse processo, haja vista seu papel de lecionar sobre temas como a diversidade social. A família e a mídia poderiam, juntas, divulgar pensamentos que levassem o indivíduo ao processo reflexivo, embasados por grandes pensadores, a exemplo de Nelson Mandela, de modo que as noções pré- concebidas, o ódio e a intolerância sejam substituídos por respeito e empatia pelo próximo.