Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus eram perseguidos pelo partido nazista e submetidos a diversos tipos de violência, um dos motivos para tal atrocidade era por constituírem uma pequena parcela da população alemã que não seguia a religião católica, predominante na Europa. Sendo assim, deveríamos usar estes antigos modelos de discriminação como exemplos a não serem seguidos, mas não é isto que acontece. Por exemplo, é possível identificar a presença de tal conduta nos dias atuais, pela existência das chamadas minorias, nome dado a um conglomerado de pessoas que é marginalizado e julgado por fatores como etnia, religião, gênero, cultura, entre outros. 
          Infelizmente este comportamento perpetua-se até hoje na sociedade em que vivemos de forma recorrente no cotidiano, manifestando-se de formas sutis ou explícitas. De modo que a população é dividida em grupos entre os dominantes, que possuem privilégios sobre os desfavorecidos que são, por exemplo, a população negra, as mulheres e integrantes do grupo LGBTQ, fazendo com que os mesmos tenham que lutar por direitos igualitários ao grupos dominantes.
          Em 2016, uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, foi alvo de um atentado que resultou na morte de cerca de 50 pessoas. Esta barbárie demonstra como as minorias, além de não possuírem seus direitos plenamente assegurados, são colocados em situações de vulnerabilidade e muitas vezes em risco de vida. Portanto, as manifestações são de extrema importância para que a voz destas pessoas seja ouvida, e este problema seja discutido de forma aberta nas comunidades. 
          Como disse o filósofo Immanuel Kant "Age de tal modo que a máxima de tua ação possa sempre valer como princípio universal de conduta.". Portanto, a conscientização da existência deste tipo de violência e exclusão social é importante para que nós, como cidadãos, tenhamos uma conduta digna e respeitosa, e possamos ajudar nesta batalha por direitos.
          Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Justiça deve tornar as leis que punem a violência contra minorias mais rígidas, e efetuá-las de forma eficaz, de modo que sejam sempre aplicadas. Além disso, o Ministério da Educação e Cultura juntamente dos líderes pedagógicos, devem promover campanhas e palestras nas escolas que abordem os impactos ocasionados pelo preconceito à minorias, combatendo desde cedo o preconceito enraizado em nosso país e a formação de indivíduos com pensamentos retrógrados.