Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Sofrimento invisível
       Nos dias atuais, os registros de violência ou discursos de ódio contra minorias, com base em gênero, etnia, religião ou outros tipos de costumes ou características, têm crescido cada vez mais no Brasil. Isso se torna explícito quando se observa que, no ano de 2017, por exemplo, houve um aumento de aproximadamente 30% no número de assassinatos de LGBTs, com relação ao ano de 2016. Todavia, esse fenômeno se dá não por conta do real aumento de crimes de natureza preconceituosa, mas sim por conta do fato de que cada vez mais pessoas que sofrem esses tipos de abusos tem coragem de denunciá-los. Portanto, é possível concluir que, mesmo que pouco, há avanço nesse âmbito, já que crimes de ódio estão sendo gradativamente mais expostos com o passar do tempo, o que colabora para a amenização do problema, uma vez que o primeira etapa para resolve-lo é torná-lo do conhecimento de todos, para que, assim, receba maior atenção de grande parte da população.
       Primeiramente, é de grande importância salientar que movimentos de minorias tem conquistado cada vez mais espaço na sociedade, garantindo aos mesmos visibilidade e um maior apoio. Um exemplo que reforça esse fenômeno é a parada gay que, hoje em dia, anualmente, reúne milhões de pessoas engajadas em lutar por direitos iguais ou mesmo por respeito por parte da sociedade para com a população LGBT. Existem também outros movimentos se tornando cada vez mais visíveis, como o movimento negro ou o movimento feminista, que também tratam das violações de direitos humanos que esses grupos sofrem constantemente.
       Em seguida, outro fato relevante a ser mencionado é o descaso de parte da população, geralmente desinformada sobre o assunto, a respeito do tema que abrange intolerância e discurso de ódio contra minorias. Algumas pessoas dessa parcela, afirmam, por exemplo, que cotas raciais em universidades são desnecessárias e até mesmo injustas, uma vez que concede certa vantagem para negros. Porém, torna-se explícita o caráter incorreto dessas afirmações quando observa-se que apenas, aproximadamente, 34% dos alunos de ensino superior são negros, o que ressalta que existe, de fato, uma desigualdade social nesse quesito. Tal engano se deve ao fato, dentre outros fatores, da falta de compartilhamento de dados dessa natureza.
       Tendo isso em vista, é possível concluir que uma medida que poderia ser tomada pelo governo seria, além de fornecer apoio a movimentos de minorias que lutam por direitos iguais, propor projetos que tornem as leis que tratam de crimes de ódio mais rígidas, com a finalidade de diminuir gradativamente a frequência desse tipo de crime, até que o mesmo se torne incomum ou até mesmo extinto.