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    A Revolução Francesa, ocorrida no século XVIII, levou ao mundo os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, o que inspirou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que por sua vez colaborou para a criação da Constituição brasileira de 1988. Porém, o que é visto no Brasil é o oposto, a intolerância e discurso de ódio contra minorias representa um desafio que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Isso se evidencia não só pelo ensino defasado das escolas públicas, como também pela falta de leitura da população.
       Inicialmente, é importante destacar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país, entretanto, no Brasil, a educação pública enfrenta vários desafios e isso é claramente refletido com preconceitos recorrentes no dia a dia, contra minorias como: negros, indígenas e homossexuais. De acordo com o Ibope Inteligência, três em cada dez pessoas são analfabetos funcionais - o que representa cerca de 38 milhões de pessoas. É, portanto, inaceitável que um país que ocupa atualmente a nona posição na economia mundial, não tenha um investimento descente na educação e tenha como consequência a aversão contra o diferente.
      Ademais, a leitura representa um papel importante para que o indivíduo possa desenvolver um pensamento crítico - o que faz reconhecer as diferenças sociais e culturais existentes na sociedade. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, mais de 40% da população não possui o hábito de leitura. Percebe-se com esse dado, que o governo está sendo falho no seu papel de transmitir um ensino de qualidade - o que infelizmente, acaba acarretando em crimes como racismo e homofobia, indo totalmente contra os direitos humanos –, criando indivíduos intolerantes e preconceituosos.
      Portanto, para que os ideais da Revolução Francesa não sejam apenas uma proposição teórica, mas se torne uma medida prática, é preciso começar na base da sociedade que é a educação. Nesse sentido, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, crie palestras nas escolas, administradas por sociólogos, – não só para os alunos, como também para os responsáveis e professores –, que discutam a importância de respeitar as pessoas e desperte o interesse para a leitura na população. Espera-se com isso, diminuir a intolerância na sociedade brasileira e alcançar a igualdade social.