Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    O pangermanismo, um dos ideais do Partido Nazista, de Hitler, foi responsável pelo ódio aos judeus, fato que culminou na morte de mais de 6 milhões deles. Cerca de 7 décadas depois, tal fato deveria servir de contraexemplo, porém, serve de molde para a sociedade, uma vez que devido a falha educacional e pela apatia da população, milhares de pessoas continuam morrendo por suas escolhas pessoais ou por suas características.
    
          Segundo Nelson Mandela, ninguém nasce odiando uma pessoa por suas características, mas que se aprende a odiá-la, assim, pode-se aprender a respeitá-la. Nesse contexto, fica nítida a deficiência da educação brasileira, a qual ensina teorias e fatos científicos, porém não ensina o respeito e o amor ao próximo. Somado a isso, exemplos como a Lei de 2003 que determinavam o ensino à cultura africana são pouco valorizadas, já que tais conteúdos são deixados como secundários no currículo escolar. Dessa forma, os discursos de ódio crescem aceleradamente, sobretudo entre jovens. Prova disso é o dado do jornal O Globo, que mostra que 67% dos discursos de ódios nas redes são proferidos por jovens de até 24 anos.
    
          Além disso, o discurso de ódio ainda é visto como um fato indigno de preocupação, sendo realizadas brincadeiras com o assunto. Prova disso é a venda de 500 mil de cópias, número que significa 20% do mercado brasileiro de jogos, segundo a plataforma Steam, do jogo “Bolsomito 2K18”, no qual o protagonista faz uso de violência verbal e física contra membros de minorias. Desse modo, tal fato mostra um cenário de chacota e de desconsideração do ódio, fato que mostra uma sociedade que brinca com a dor do outro e que se diverte com a desigualdade social.
    
          Conforme diria o patrono da educação brasileira, só a educação pode tornar a sociedade mais igualitária e livre de preconceitos. Em virtude disso, cabe ao Ministério da Educação criar uma nova disciplina, chamada de Cultura, a qual alcançaria alunos do ensino fundamental e médio, e trabalharia com as culturas humanas, assim como a quebra de tabus e de preconceitos, a fim de desenvolver o respeito ao próximo. Somado a isso, cabe à mídia a tarefa de mostrar propagandas com estatísticas e imagens que demonstrem a seriedade do ódio às minorias, para que, assim, haja uma conscientização da população acerca do tema.