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    Nazismo. Fascismo. Inquisição. Escravidão. Apartheid. Todos esses episódios históricos possuem a inferiorização de um grupo por determinada característica. Na atualidade, a intolerância e o discurso de ódio persistem como problema devido a alimentação de uma cultura de repressão e ao desamparo jurídico brasileiro.
      Em primeiro lugar, é necessário compreender como as bases culturais de uma sociedade contribuem para a problemática. No direito Sumério da Mesopotâmia, o matrimônio era a compra de uma mulher, e, mais de quatro mil anos depois, a luta contra a desigualdade de gênero persiste visto que, segundo o IBGE, nos anos de 2015 e 2016, as mulheres ganham menos pelas mesmas funções que os homens. Portanto, os valores transmitidos pelas gerações estão reproduzindo uma cultura de repressão nascidas séculos antes.
      Além disso, a carência e ineficiência do amparo jurídico geram a falta da visibilidade do preconceito. No Brasil, não há a criminalização da intolerância de orientação sexual e identidade de gênero, por conseguinte, segundo o Grupo Gay da Bahia, morrem nove vezes mais LGBT's no país que nos Estados Unidos, ou seja, uma morte a cada 27 horas relacionada a LGBTfobia. Logo, é de fundamental importância que o estado não se silencie diante dos discursos de ódio.
      Diante do exposto, pode-se deduzir que medidas devem ser tomadas. Para que a sociedade deixe de reproduzir a intolerância, cabe as escolas e a mídia a disseminação do respeito as adversidades através de seminários, workshop's, novelas, teatro e desenhos animados para modificar a visão de mundo das famílias. Ademais, é preciso que o Ministério da Justiça criminalize quaisquer ato que inferiorize um grupo por determinada característica para que a sociedade visualize o preconceito e aceite as minorias. Desta forma, episódios históricos como os citados não acontecerão novamente.