Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Segundo o pensamento iluminista, o filósofo Voltaire defendia a liberdade de expressão dos cidadãos franceses diante da absolutista monarquia francesa, o que não difere dos dias atuais quando a população anseia em propagar suas ideologias nas redes sociais e em protestos. Todavia, percebe-se o levantamento de ideais que ferem os Direitos Humanos e menosprezam parcelas vulneráveis da população. Dessa forma, é preciso o Estado avaliar as causas da disseminação de ódio nos discursos, bem como atuar na resolução desse mal para garantir a paz social.
      Vale destacar, de início, a ideia do sociólogo francês Émilie Durkheim sobre o Fato Social, evento qualquer que marcou a sociedade e moldou seu pensamento, passando-o para gerações futuras. Essa compreensão relaciona-se com acontecimentos históricos como a escravização de negros e a ascensão de governos fascistas pois, ambos moldaram o comportamento da população e criaram consequências para as minorias desprezadas por esses sistemas , como: os negros, judeus e homossexuais. Assim, torna-se importante o Estado atuar na educação das próximas gerações, visando o encerramento da perpetuação dos preconceitos cometidos.
      Ainda é possível citar, nessa temática, o filósofo Sócrates quando ele discorre sobre a importância do reconhecimento da própria ignorância pelo ser humano para a evolução social. Logo, observa-se que somente com o diálogo e a percepção do próximo, a sociedade conseguirá acabar com a luta de ideais. Dessa maneira, é necessário que ocorra a liberdade de expressão com a consciência em relação ao outro e a não radicalização dos discursos, com o intuito de respeitar as minorias e seus direitos.
      Conclui-se, portanto,que é fundamental o empenho do Estado em promover discussões pacíficas sobre as ideologias vigentes e em punir grupos que espalham mensagens de ódio contra as minorias, seja na internet ou na sala de aula. Visto isso, o Governo precisa, mediante o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Justiça, incentivar  campanhas e palestras na escolas para o fim do preconceito enraizado e punição adequada de profissionais de educação que disseminam a intolerância. Desse modo, é importante as Secretarias Municipais de Educação realizarem palestras  semanais feitas por filósofos e sociólogos ou por pessoas que sofrem com o discurso radical contra as minorias, a fim de priorizar nas crianças e adolescentes o sentimento de preservação dos Direitos Humanos.