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    Na obra literária "O cortiço", o autor Aluísio Azevedo discorre sua narrativa colocando seus personagens sob uma ótica de animalização que segundo o naturalismo - movimento literário no qual a obra se insere- é característica tipica do ser humano. No contexto brasileiro, tal "animalização" projeta-se na intolerância e no discurso de ódio contra minorias acarretando duas problemáticas principais, a promulgação de assassinatos por meio dos grupos opressores e o sentimento de inferioridade nas minorias levando -os a distúrbios mentais e, até mesmo, pensamentos suicidas . 
           Em primeiro lugar, destaca-se o ódio aflorado contra minorias que viola direitos básicos assegurados à população. Conforme postulado por Thomas Hobbes " o homem é o lobo do homem" e necessita de um Estado regulador de suas ações. Contudo, de acordo com a revista EXAME, o Brasil foi o país que mais matou minorias em 2017 e de acordo com Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, "o Estado brasileiro tem falhado na preservação da vida, na forma com que as forças de segurança atuam e na responsabilização pelas vidas perdidas ao longo de anos” contradizendo o direito à vida previsto na Constituição Federal de 1988. 
           Outrossim, parafraseando o filósofo Aristóteles o homem é, por natureza, um animal social e depende de tal sociabilidade para alcançar a felicidade. No entanto, a opressão sofrida pelas minorias os levam ao isolamento que consiste na causa de distúrbios mentais diversos como a depressão. Ademais, de acordo com a revista VEJA o suicídio entre minorias aumentou 62 por cento nos últimos anos e conforme o psicólogo Antônio da Silva, " a maior parte dos pensamentos suicidas nascem em minorias, visto que esses lutam todos os dias contra os mais diversos preconceitos."
          Portanto, é mister que o governo federal aliado ao MEC -Ministério da educação - atue intensamente para o combate às mazelas supracitadas. Primordialmente, devem atuar nas escolas por meio de palestras conscientizantes nas salas de aula acerca do combate ao preconceito e da aceitação das diferenças alheias. Além disso, tais medidas devem perpassar os muros escolares e serem postadas nas páginas oficiais do MEC e do governo federal, a fim de alcançar toda a população através das redes sociais e levar a conscientização para todas as esferas do corpo social brasileiro.
    
    Com isso, a sociedade será contrária ao enredo literário de "O cortiço" e passará por um processo de "humanização."   Não obstante, a intolerância e o discurso de ódio serão vencidos, a Constituição de 1988 efetivada, a natureza selvagem do homem controlada e a escola participará cumprindo o seu papel, enquanto construtora social, para que o Brasil trilhe novos caminhos de respeito a todas as diversidades.