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    No limiar do século XXI, a intolerância contra minorias sociais aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que a integridade física e moral de muitas pessoas é violada. Nesse contexto, é indispensável salientar que a omissão do poder público está entre as causas da problemática, uma vez que as legislações vigentes não são capazes de estabelecer um amparo suficiente aos grupos minoritários. Diante disso, vale discutir as implicações que o sentimento de intolerância pode motivar na sociedade e a importância da inclusão social para o desenvolvimento da nação.
        Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que os discursos de ódio contra minorias sociais não são invenções do século XXI. A partir dessa linha de raciocínio, o tratamento dado aos homossexuais no fim da década de 1930, no Brasil, aparece como um dos exemplos mais notórios de intolerância contra segmentos minoritários da sociedade. Naquele período, a ditadura do "Estado Novo" classificou a homossexualidade como uma patologia. Por causa disso, muitas pessoas foram condenadas a tratamento hormonal compulsório e à castração química. Apesar de ser um caso bastante específico, o discurso de ódio ainda é igualmente proferido a outros grupos sociais, como judeus, negros e transexuais. Nesse sentido, o sociólogo Pierre Bourdieu defende o pensamento de que a violação aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está, sobretudo, na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana.
    
        Outro ponto em destaque - nessa temática - é a relevância da inclusão social para a evolução do país. Diante desse pensamento, o sociólogo Robert Putnam sustenta a ideia de que uma pessoa torna-se mais eficiente e produtiva se está inserida num ambiente social em que há um alto nível de confiança e de respeito recíproco entre as pessoas. Logo, é imprescindível que políticas compensatórias sejam realizadas no sentido de amparar os grupos sociais mais fragilizados da sociedade. Na contramão desse cenário, estudos do Instituto de Pesquisa de Campinas sugerem que as legislações vigentes são insuficientes para proteger determinados grupos sociais, a exemplo dos homossexuais, que aparecem com as estatísticas mais alarmantes - uma morte a cada 28 horas.
    
        Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para acabar com a intolerância contra minorias sociais. Cabe ao Congresso Nacional desenvolver um projeto de lei para dar suporte aos grupos minoritários. Nessa proposta, os crimes de ódio direcionados a minorias deverão ser tratados de forma mais rígida, com detenção mínima de 5 anos. Espera-se, com isso, que milhares de vidas sejam salvas de