Intolerância e discurso de ódio contra minorias

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    Segundo o cientista social Gilberto Freyre, este país é formado por uma pluralidade de etnias, gêneros e culturas. No entanto, nos dias atuais, a intolerância e o discurso de ódio contra essas minorias tomam conta da sociedade e atrapalham o desenvolvimento do país. Dessa forma, essa problemática possui raízes amargas no Brasil, seja pela herança histórica, seja pela omissão do Poder 
    Público sobre o cumprimento da Constituição. 
         Inicialmente, é indiscutível que a herança histórica e cultural esteja entre as causas da discriminação sofrida por mulheres, negros, homossexuais, lésbicas e minorias em geral. De acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a sociedade tende a incorporar costumes de época, assim, persiste no país, a ideia de superioridade de determinada pessoa, cultura, como a de que, homens brancos e mais abastados são superiores aos outros. Analogamente, é muito comum a disseminação do ódio por meio de palavras grosseiras, violência e discriminação nas escolas, trabalhos e redes sociais. No entanto, é inadmissível que, em um país tão desenvolvido, a intolerância e o ódio persistam. 
          Além disso, toma-se a omissão do Poder Público como impulsionadora do não cumprimento das leis que constam na Constituição. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mais de 48% da população brasileira sofre com a intolerância, seja através da violência física ou psicológica. Isso porque o Estado não cumpre o seu dever de fiscalizar as leis, não investindo o necessário na questão judiciária e também pelo fato de aplicar penas brandas. Desse modo, pessoas que praticam atos de ódio, seja qual for o ambiente, ficam impunes pela falta de fiscalização e ação do Estado. Porém, é inadmissível que o Poder Público não cumpra os direitos de igualdade e respeito previstos na Constituição mesmo com os altos tributos pagos pela população.
           Portanto, diante do exposto, nota-se que o problema do ódio na sociedade requer medidas efetivas para ser amenizado. Assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça, deve implementar campanhas que reúnam pais, crianças, jovens e adultos. Essas campanhas devem acontecer por meio de apresentações e palestras nas escolas, praças e trabalhos com materiais e discussões sobre os perigos da discriminação e a importância do diálogo, aumentando os subsídios que aplica nessas ações sociais e no controle do cumprimento das leis. Tudo isso como forma de extinguir a discriminação, orientar as vítimas e coibir os agressores com a punição necessária, através do aumento das penas e extinção do pagamento de fianças. Espera-se, com isso, assegurar a transformação do Brasil em uma sociedade justa e igualitária.