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    Na série americana "Todo mundo odeia o Chris", o protagonista é alvo de constante opressões por ser o único negro da escola. Análogo a isso essa realidade não se distancia dos dias hodiernos, é evidente o aumento de intolerância e discurso de ódio contra minorias, seja pela ausência de alteridade, seja pela sociedade passiva atual. Assim, convém sondar essas problemáticas para, então, propor soluções para dirimi-las.  
      De acordo com o filósofo lituano Emanuel Levinas, a busca pela melhor maneira para se viver em um grupo social é a alteridade. Nesse contexto, rompe-se com tal lógica humanista, ao verificar-se que, essa visão só é aplicada na teoria e não na prática, haja vista que na sociedade atual é fácil testemunhar prepotência a uma pessoa devido sua sexualidade, raça, ou sua orientação sexual.
      Outrossim, é imperativo pontuar que, há uma expansão no individualismo exposto pela sociedade fazendo jus ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra "Modernidade Líquida". Sob esse viés, nota-se que a falta de relação interpessoal em uma população fomenta o egocentrismo, uma vez que tal imprudência ainda perpetuam-se no cotidiano brasileiro, e seus respectivos agressores agem sem empatia. Além de tais fatos, pesquisas realizadas pelo Nexo Jornal, mostram que cerca de 26,4 °/° de discursos de ódios levam a fatalidades. Dessa maneira, faz-se necessário mudanças imediatas. 
      Em suma, nota-se que medidas precisam ser tomadas, para contornar tais desafios. Logo, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, aliados a instituições públicas e privadas, criar projetos sociais por meio de campanhas, atividades lúdicas e conscientizadoras, ministrados por profissionais especializados, a fim de desconstruir toda intolerância e preconceitos enraizados, para que haja relações interpessoais saudáveis. Somente com tais medidas, a realidade se distanciará da série americana "Todo mundo odeia o Chris" e essa problemática não será mais um desafio para a sociedade.