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    No episódio "Odiados pela Nação", da série britânica "Black Mirror", uma onda de manifestações de ódio toma as redes sociais, e o uso da hashtag "MorteA" começa a definir assassinatos reais ás pessoas mais odiadas do dia na internet. No contexto atual, a intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais, é um problema real.
          A vida contemporânea, está cada vez mais atrelada à tecnologia, e as redes sociais tornaram-se um enorme espaço de comunicação, discussões e trocas de informações. No entanto, muitas vezes, devido à facilidade de difusão de pensamentos e a possibilidade do anonimato, muitas pessoas se utilizam da liberdade de se expressarem para promover manifestações de preconceituosas e discriminatórias contra minorias étnicas, sociais, religiosas e culturais.
          Segundo a ONG Safernet, o índice de denúncias contra páginas com conteúdos de intolerância cresceu em 200% em três anos, desde 2010. Tal comportamento, fere os direitos fundamentais de quem sofre esse tipo de violência e deve ser combatido, visto que, "par a par com com a liberdade anda a responsabilidade", como ensinava o filósofo Santo Agostinho.
    Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o governo deveria criar órgãos públicos para a fiscalização e combate aos discursos que incitam violência. Além disso,  escola e a família têm um papel fundamental no desenvolvimento de indivíduos conscientes da diversidade de cultura, religião e opiniões. Dessa forma, discursos ofensivos serão combatidos e serão formados cidadãos instruídos para o uso responsável das plataformas virtuais.