Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

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    A intolerância e o discurso de ódio nas redes sociais ainda é um entrave social que destoa dos avanços que a sociedade democrática conquistou. Problemas como o pretenso anonimato e o discurso de ódio travestido de liberdade de expressão dificultam a solução desse quadro preocupante. Entre os anos de 2010 e 2013, aumentou em mais de 200% o número de denúncias contra páginas na internet que disseminaram discursos de ódio. O combate a essas práticas só serão solucionadas com punições severas por parte do governo federal.
      Há uma relação perceptível entre o suposto anonimato e o aumento do discurso de ódio nas redes sociais. Primeiramente, deve-se deixar claro que o comportamento intolerante é só um reflexo dos pensamentos das pessoas no "mundo real". O fato é que o ambiente em rede amplifica os discursos intolerantes de usuários escondidos por perfis falsos e páginas criadas para fomentar o racismo, xenofobia, misoginia, entre outras formas de discriminação contra minorias. 
      Ademais, há outro argumento utilizado por indivíduos intolerantes. Eles alegam que o discurso, na verdade, seria o direito de exercer a liberdade de expressão. Direito esse garantido na Constituição Federal de 1988 e em inúmeros tratados internacionais. Em suma, a liberdade de expressão foi criada para garantir as multiplicidades de pensamento e as vozes dissonantes em um Estado democrático. Ocorre que, no Brasil, esse direito não pode ser absoluto em detrimento dos demais como a livre expressão religiosa e direitos igualitários entre homens e mulheres. 
      Infere-se, portanto, que o combate ao anonimato dos usuários é o primeiro passo para mitigar essa adversidade. O site Safernet recolhe denúncias anônimas, bem como o Disque 100. Depois disso, caberá ao governo federal encontrar e punir os cidadãos segundo os crimes cometidos. Por outro lado, a socidade também deve cumprir o seu papel. Nesse caso, as famílias e as escolas têm o dever de ensinar que o direito de um cidadão termina quando o direito do outro começa.