Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    É evidente que a sociedade, hoje, vivencia a cultura do consumo, caracterizada pela ideia do compre-use-disponha, o que propicia incentivo à pouca durabilidade e utilidade dos bens consumidos – conceito conhecido como obsolescência programada. Essa idealização, atrelada ao crescimento populacional, que ocorre desde a época do acelerado processo de urbanização, gera uma problemática com relação à gestão do lixo, tal fato está intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social. Com isso, torna-se necessário uma análise das consequências dessa administração, dentre elas: a sobrecarga dos depósitos de resíduos sólidos e a questão ambiental envolvida no descarte. 
          Cabe ressaltar, primeiramente, a lotação dos locais destinados à coleta de lixo, que resulta, principalmente, da crescente rotatividade dos produtos. Por conseguinte, há o despejo em locais inadequados, o que pode gerar a eutrofização que, segundo a disciplina da Biologia, é uma poluição aquática que, no cenário urbano, ocorre por causa do excesso de nutrientes despejado, provocando o posterior acúmulo de matéria orgânica em decomposição. Um exemplo para que ocorra tal problemática é a adição excessiva, na água, de lixo e de esgotos domésticos e de resíduos industriais diversos. 
              Associado a isso, é válido afirmar que, para regulamentar a coleta e o tratamento do lixo, além de determinar o destino final correto, o Governo brasileiro criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A Lei supracitada foi criada com o intuito de controlar a questão ambiental envolvida no descarte dos lixos, em suma, percebe-se que os órgãos competentes estão buscando soluções para amenizar o cenário de má gestão do lixo. Desse modo, cabe à população compartilhar a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos, a fim de diminuir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental.
            Fica claro, portanto, que o lixo ainda é um dos principais desafios dos governos na área de gestão sustentável. Sendo assim, é fundamental que o Ministério do Meio Ambiente crie uma parceria com órgãos municipais e especialistas do assunto com o propósito de promover palestras e conferências públicas objetivando o engajamento e a conscientização da sociedade em relação à maneira correta de descarte do lixo. Por fim, seria cabível que as Organizações Não Governamentais em conjunto com os veículos de informações criassem um mecanismo que propiciasse um maior aparecimento da cultura ambientalista, que é pautada na ideia do reduza-reuse-recicle, antagônica ao consumismo.