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    No Egito Antigo, a população acreditava que fazia parte de um ciclo harmonioso dependente do meio ambiente e, por isso, o conservava. No entanto, hodiernamente no Brasil, essa concepção não prevalece, comprovado pelos inúmeros desastres naturais decorrentes de ações antrópicas, destacando-se a problemática do lixo. Nesse ínterim, o certo é que a falta de cidadania aliada a fatores educacionais e políticos ocasionam o impasse, trazendo efeitos negativos à sociedade..
        Primordialmente, é pertinente considerar que a carência de uma consciência cidadã é o principal fator desse panorama. Isso porque, os deficitários sistema educacional e os meios de comunicação não estão conscientizando sobre a importância de exigir ações públicas e diminuir o consumo. Assim, seguindo a análise do cantor Cazuza, "e aquele garoto que ia mudar o mundo/ assiste agora a tudo de cima do muro", é visível que os indivíduos assumiram uma condição de certa passividade e conformismo, priorizando o individualismo e o consumismo, evidenciado pelos recorrentes casos de descarte de lixo em locais incorretos, falta de reutilização e de coleta seletiva.
        Sob outro ângulo, é possível ainda avaliar essa situação na esfera política com a omissão do Poder Público. Embora haja dispositivos legais que garantam a infraestrutura para gestão adequada de resíduos sólidos, a exemplo da Lei do Saneamento, questões, como lixões e escassez de políticas de reciclagem e de construção de ecopontos devido à ineficácia do planejamento urbano. 
          Outrossim, é necessário reconhecer as consequências dos fatos supracitados. Para as pessoas, ressalta-se que a disseminação de patogenias, ocorrência de alagamentos e contaminação da água e do ar podem resultar em fatalidades. No âmbito social, destaca-se que, com uma população mais propícia a doenças, aumenta-se a demanda por serviços hospitalares e por medicamentos, o que representa mais gastos para o setor público a longo prazo. Destarte, esse problema prejudica a sociedade como um todo.
         Mediante os fatos elencados, medidas são imprescindíveis para erradicar o impasse. Desse modo, segundo o filósofo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, assim sendo, cabe às escolas, associadas ao poder midiático, por intermédio de campanhas, projetos e debates, instruir sobre os benefícios de impulsionar a cidadania e, por conseguinte, reduzir o consumo e reutilizar materiais, objetivando uma nova consciência ambiental. Ademais, é preciso que as Secretarias de Meio Ambiente, através de uma parceria com a iniciativa privada, enviem recursos e invistam maciçamente em novas tecnologias para construção de aterros sanitários, minimizando a deposição de lixo em bueiros e para dar outras finalidades aos resíduos, como geração de energia.