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    A telenovela "Avenida Brasil", ainda em 2012, retratava, em parte de sua trama, o destino mais adequado dos resíduos sólidos no país. Essa questão do lixo ganha destaque, atualmente, pela persistência das falhas no cuidado a esses produtos, dados os numerosos lixões nas cidades brasileiras e o descaso governamental na resolução do impasse. Nesse sentido, fatores de ordem econômica, bem como política, caracterizam o dilema do lixo no Brasil.
       É importante pontuar, de início, a influência de interesses financeiros no crescente volume de resíduos entre os cidadãos. Com o marco da Revolução Industrial, no século XVIII, tornou-se recorrente o estímulo ao consumo pela população para atender as indústrias e sua produção em massa. Esse fenômeno ainda acontece na contemporaneidade com o consumismo, intensamente incentivado pelas propagandas e pelos comerciais nas mídias, sendo responsável pelo aumento do lixo. Tal fator é ratificado pelo portal Mundo Educação, que, em pesquisa recente, mostrou a forte relação do consumo com os resíduos sólidos.
       Outrossim, tem-se a ineficácia dos governos nesse caótico quadro da produção de lixo. Nesse contexto, em 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabelecia um prazo para a erradicação dos lixões a céu aberto, maléficos ao meio ambiente. A maioria das prefeituras brasileiras, entretanto, não alcançaram essa meta, dado o descaso dos políticos quanto à questão ou ainda pela carência de verbas para a realização desse trabalho. Assim, o impasse governamental é determinante para a falência de políticas voltadas à resolução do conflituoso tratamento do lixo no país.