Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Desde a Revolução Industrial, a tecnologia alcançou espaços antes nunca pensados, entretanto, a boa utilização do meio ambiente acabou por ficar em segundo plano, já que os avanços modernos muitas vezes compreendem no desgaste da natureza. No Brasil, o acúmulo do lixo e o descarte indevido são problemas concentrados na sociedade, logo, exige-se uma discussão acerca das consequências que essa insustentabilidade com os entulhos trazem e como contornar essa problemática.
        Além da intensa produção de plástico e lixos sólidos, grande parte dele acaba jogado em locais impróprios decorrentes da falta de políticas públicas, como os terreno baldios, córregos, lagos e- o pior deles- o mar. Do ponto de vista urbano, os dejetos nas ruas podem acumular nos esgotos, impedir a entrada de água nos bueiros e, consequentemente, provocar inundações nos períodos chuvosos. Não só isso, como também, os resíduos lançados diretamente a céu aberto favorecem a proliferação de vetores de doenças e poluem além do solo, os lençóis freáticos com o chorume. Ademais, atualmente, há oito milhões de toneladas de plástico sendo, anualmente, jogados nos oceanos, o que ameaça não só a vida de milhares de peixes e tartarugas, mas provoca o desequilíbrio do ecossistema aquático.
        Além disso, ligado a esse fator, uma medida crucial para reorientar o pensamento público seria a educação geral a partir das propagandas institucionais, que seguem a ideia de Paulo Freire acerca do poder educativo para a solução de problemas sociais. No entanto, poucos são os anúncios que retratam a questão do lixo no Brasil. Logo, a falta de orientação a respeito da coleta seletiva e reciclagem, por exemplo, são umas das causas de o brasileiro não possuir uma conduta respeitosa com o seu espaço, e, por conseguinte, o de seu próximo.
         Diante desse cenário, percebe-se que a produção desordenada dos dejetos e o seu depósito inadequado constituem um grave problema tanto no âmbito ambiental quanto na saúde. Dessa forma,  cabe ao Governo Federal, aliado a instituições públicas, melhorar a coleta de lixo e o seu respectivo armazenamento, a partir de incentivos fiscais em catadores e recicladores de latinhas e plásticos, que além de fornecer trabalho salariado, promove a limpeza da natureza. Outra medida importante é no âmbito escola, logo, cabe ao Ministério da Educação incluir, a partir de leis, matérias que abordem a discussão sobre o lixo e projetos sustentáveis, para formar jovens éticos, responsáveis e zelosos com o meio em que vivem. Não só isso, como também, cabe as universidade, principalmente cursos como Engenharia Ambiental, promover trabalhos e pesquisas acerca de novas formas de mitigar a problemática do lixo, a fim de caminhar para um futuro mais ´´limpo´´.