Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Toda ação provoca uma reação
     Desde a segunda metade do século XVIII,o meio ambiente começou a sentir o impacto do novo modelo modelo de produção.O famoso rio Tâmisa foi testemunha no desenvolvimento de Londres,alcançando por duas vezes na história,o status de "rio biologicamente morto".O afã por grande poder econômico,não raro no passado e no presente,suplantam os cuidados que são devidos ao meio ambiente,para que haja ao menos o equilíbrio entre homem e natureza.O Brasil não se situa longe desse panorama na gestão de resíduos.
      A "casa comum"-como foi chamada a terra pela Campanha da Fraternidade de 2016-merece nossa atenção de maneira especial no tempo atual,em que o Brasil convive com os problemas de um rápido crescimento econômico ,onde menos da metade das unidades federativas possui programa de coleta.A reciclagem torna o resíduo reutilizável e se fosse implantada de maneira mais intensa e desenvolvida poderia contribuir para a diminuição das áreas destinadas a lixões de céu aberto,bem como diminuir o consumo de matérias primas por meio da reintrodução de materiais como plástico e papel no ciclo de produção.
      Como bem ilustrou um dos maiores físicos que já existiu,Isaac Newton,toda ação gera uma reação de mesma intensidade.No contexto do tema apresentado,a ação antrópica provoca  reações que trazem consigo problemas aos seres humanos e ao ecossistema.A nós,a principal consequência gerada pela ausência da gestão do lixo,segundo o Ministério do Meio Ambiente,são as enchentes,que são causadas,na maioria das vezes,pelo entupimento de bueiros por sacolas plásticas e produtos industriais.O descarte irresponsável de metais pesados,por exemplo,leva os peixes à morte.
      Outrossim, o lixo eletrônico tem um alto poder de contaminação, e seus resíduos tóxicos em contato com mananciais coloca em risco o abastecimento e a saúde dos animais. Embora existam politicas públicas de prevenção da natureza, o homem ignora essa vertente, jogando esse tipo de lixo em terrenos baldios, nas ruas, nos córregos e etc., um verdadeiro descaso com o meio onde vive.
      Ante o exposto,para atenuar essas situações,o Ministério do Meio Ambiente,deve investir na melhoria estrutural,por meio da fiscalização maior dos estados quanto às práticas de recolhimento e depósito ou reciclagem do lixo,a fim de que a população tenha acesso ao direito de salubridade.Ademais,competem às  escolas organizarem didaticamente as aprendizagens e os conteúdos programáticos sobre o tema,a fim de sensibilizar os alunos desde cedo na busca por mudanças conceituais e atitudinais sobre a questão do lixo e meio ambiente.