Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Envie sua redação para correção
    A Revolução Industrial possibilitou o avanço na produção em série dos bens de consumo, facilitando a vida das pessoas. Entretanto, os utensílios industrializados, quando não são eliminados de forma correta, causam danos irreparáveis ao meio ambiente. Diante disso, a problemática da geração de lixo eletrônico e a atitude dos brasileiros no descarte do lixo devem ser analisadas.
     Segundo a Abrelpe -Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais-, o lixo eletrônico, na maioria das vezes, é enviado aos aterros sanitários a céu aberto. Isso afirma que a sociedade brasileira descarta esses eletrônicos em locais inapropriados, pois esses equipamentos não podem ficar expostos ao solo, pois contém metais pesados, como mercúrio, chumbo e cobre. Por conseguinte, esses elementos oriundos dos eletrônicos comprometem a fertilidade do solo e poluem os lençóis freáticos.
     Outrossim, a sociedade brasileira negligencia o hábito de separar corretamente o lixo e a reciclagem. Conforme o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora as estruturas sociais que são impostas à sua realidade. Em analogia, a falta da educação ambiental sobre a reciclagem faz com que a sociedade reproduza o descaso com o descarte de lixo e mantenha o hábito de poluir o Brasil.
     Torna-se evidente, portanto, que os brasileiros prejudicam o meio ambiente descartando bens de consumo em locais inadequados. Com isso, o Governo Federal, junto a iniciativa privada, devem investir na reciclagem de eletrodomésticos e equipamentos de informática, por meio de projetos socioambientais e econômicos, a fim de inibir a poluição dos solos com metais pesados e lucrar com a reciclagem. Ademais, a escola, como instituição socializadora, deve estimular a comunidade escolar a despejar o lixo corretamente, para que a longo prazo, a separação adequada do lixo e a reciclagem, façam parte da cultura brasileira. Assim, as consequências do descarte inadequado dos bens de consumo após a industrialização não será um problema no país.