Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII aumentou a produção de mercadorias e as pessoas passaram a consumir mais produtos. Hoje, observa-se que esse consumo exagerado acarretou uma grande produção de lixos, principalmente, nos grandes centros urbanos, representando um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse impasse em nossos dias.
      É indubitável que a falta de campanhas alertando sobre os perigos do acúmulo de lixo está entre as causas do problema. Segundo pesquisas publicadas pelo site UOL, só na cidade de São Paulo, por dia, são geradas 15 mil toneladas de lixo, o que corresponde a 3.700 caminhões carregados diariamente. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o aumento da produção de lixo é resultado da falta de informações passadas para a população, haja vista que, embora alguns cidadãos saibam que a produção de lixo libera CO2 para a Atmosfera, aumentando o aquecimento global, não é isso que acontece com a maioria dos brasileiros, pois os meios de comunicação são falhos em relação ao assunto e as escolas não ensinam a maneira correta de trabalhar com o lixo na sociedade. Resultado disso, muitas pessoas não adquirem senso crítico para resolver a questão do lixo, prejudicando, de fato, o meio ambiente e a saúde de pessoas e animais. 
       Vale, também, ressaltar que segundo Max Weber, as ações sociais têm valores tradicionais, portanto, muitas vezes, pessoas que estão em contato com grupos sociais que colocam lixo em qualquer lugar tendem a seguir a mesma linha de comportamento, como, por exemplo, os filhos que aprendem com os pais a jogarem lixo no meio da rua e quando crescem adquirem os mesmos hábitos. À vista disso, é interessante destacar que muitas pessoas são alienadas e não conseguem distinguir até onde a produção exagerada e o deposito de lixo em lugares inadequados prejudicam a sociedade.  
       É indispensável, portanto, a adoção de medidas capazes de prevenir os problemas causados pelo lixo. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio das escolas, aumentar a carga horária dos alunos dentro da sala de aula, um plano que relacione a maneira adequada do deposito de lixo com os perigos causados pela produção exagerada, como, por exemplo, colocar o problema nos livros didáticos, para os jovens terem mais acesso ao assunto e se tornarem pessoas mais críticas e consecutivamente repassarem o aprendizado para os familiares. Desse modo, teremos um país melhor e os problemas trazidos com a Revolução Industrial serão em pouco tempo solucionados.