Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Desde de meados do século XVIII, o meio ambiente começou a sentir o impacto do novo modelo de produção capitalista, baseado na força motriz, nas máquinas e no sistema fabril. Esse novo processo gerou um alto índice de desempregos nas campos rurais, pois a mão de obra humana foi substituída por máquinas, levando ao êxodo rural e uma aceleração no processo de urbanização. Desse modo, houve um aumento significativo na produção de resíduos sólidos nas cidades,causando impactos ambientais em diversos ecossistemas, como também uma forte influencia no âmbito social, pois passou a ser fonte de renda dos menos assistidos, trazendo diversos riscos a sua saúde.
     Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo produzida era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado,vivendo-se em uma era vinculada ao incentivo do consumo, onde a questão do lixo está diretamente ligada a esse modelo de desenvolvimento. Sendo que aproximadamente  3 milhões de toneladas de lixo são gerados por dia em todo planeta e o Brasil detém uma parcela de 150 mil dessa produção diária, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Compromisso Empresarial Para Reciclagem (CEMPRE). Entretanto, apesar de ocorrer um acumulo exacerbado desses resíduos, não é efetivado uma solução constante, pois a coleta seletiva é realizada de forma vaga, fazendo com que o lixo seja destinado a áreas inadequadas, como lixões a céu aberto, os quais provocam contaminação do solo e da água, desencadeia a proliferação de doenças, como dengue e leptospirose, trazendo riscos para a população em geral.
          Assim, apesar dos riscos eminentes, os lixões ainda constam como os principais locais de destino do lixo no país, pois, segundo dados de uma matéria realizada pelo site El Brasil, metade das pessoas que vivem em extrema pobreza retiram seu sustento desses locais. Como por exemplo, na favela de Vila Princesa,localizada no interior de Porto Velho no estado de Rondônia, onde cerca de 400 famílias retiram seu sustento diário do lixo                    c