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    Segundo Chico Buarque, as pessoas têm medo das mudanças, entretanto é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Seguindo essa linha de raciocínio, deve-se compreender a necessidade de transformação quando se fala em problemas com o lixo mundial. Para isso, deve haver uma diminuição na produção desses resíduos como também ocorrer o descarte correto do mesmo.
      Em primeiro plano, verifica-se que o crescimento das cidades e o excesso do consumo são os principais fatores que contribuem para o problema atual. Nessa lógica, a globalização e a modernidade líquida, descrita pelo pensador Bauman, são propulsores desses motivos. Afinal, com a globalização, tudo se tornou mais prático, ou seja, é muito mais fácil as informações e mercadorias chegarem em outros lugares. Dessa forma, o consumismo desenfreado, junto ao descarte precoce, são causadores do problema.
      Outrossim, a ausência de responsabilidade da social para com o descarte do lixo também é um agravante, visto que sem a ajuda da população a tarefa de reciclagem torna-se muito mais complicada. Segundo Kant, ''O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele''. À luz dessa ideia, percebe-se que para, no futuro, a sociedade gerencie corretamente o lixo, é necessário educá-la, uma vez que o povo não tem a noção do prejuízo causado por ele, como a baixa reciclagem, poluições nos rios e as enchentes causadas por esgotos entupidos.
      Dessarte, é visível a necessidade de transformar esse cenário. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para incentivar o consumo consciente, por meio de aulas, palestras nas escolas, a fim de reduzir o consumismo e consequentemente o lixo. Também compete ao mesmo Ministério a criação de uma campanha sobre o lixo, por meio de palestras, atividades e cartazes nas cidades, com intuito de educar a sociedade para organizar os resíduos. Só assim poderá haver mudanças, das quais não haverá medo.