Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A Revolução Industrial a partir do século XVIII, promoveu um marco inquestionável do aprimoramento tecnológico,da comunicação para as pessoas.Contudo, também proporcionou para o consumismo, e que hodiernamente se faz muito presente no cotidiano social, muitas das vezes de forma perversa, visto que o descarte incorreto dos materiais, aliado a uma rapidez quase que instantânea de novos produtos,colabora para à insustentabilidade do meio ambiente.Logo, é imprescindível, a readequação comportamental.
      Convém destacar, a princípio, a ''obsolência percebida'' como uma possível colaborante para à degradação ambiental.Posto que, a partir da II Guerra Mundial,o consumismo foi uma estratégia a fim de re-estabelecer a economia dos países afetados, de forma a tornar-lá mais dinâmica, ou seja , gerar mais lucros, empregos aos cidadãos.Entretanto isso colaborou para a insaciável vontade do consumidor em adquirir cada vez mais os produtos promovidos pela mídia, bem como a frustração, insatisfação ao adquirir-lá.Em virtude disso, o ciclo torna-se cada vez mais colaborativo para o consumo desenfreado.
      Outrossim, em segunda análise, a falta de políticas sustentáveis quanto ao uso ,reúso dos equipamentos eletrodomésticos, como a tevê, o celular, as pilhas, são coadjuvantes para que o Brasil produza  cerca de 2,6 kg de E-lixo por habitante ,anualmente. Uma vez que, apenas 2 % dos equipamentos recebem o tratamento adequado após o descarte,segundo a ONU, enquanto os outros 98%,são direcionados aos lixões,locais inapropriados à composição tóxica dos materiais, como o cádmio,o mercúrio, dos quais são bio cumulativos e poluem o lençol freático, o solo, por meio do chorume. Inevitavelmente, percebe-se à necessidade de aproximar-se do ativista Marting Luther King, '' toda hora é hora de fazer o que é certo''.
       Diante disso, a obsolência percebida e a ausência de políticas sustentáveis no Brasil, merecem ser combatidas.Para tal, o Governo Federal, em parceria ao Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, devem, por meio de projetos assistencialistas, direcionar os E-lixos para centros de triagem, mas também, implementar cursos de inclusão digital aos mais necessitados em comunidades carentes, colégios, por meio desses materiais.Pois assim, ora promoveria-se a cultura dos 3R'S, reutilizar,reciclar e reduzir, ora qualificaria profissionais no mercado de trabalho.Assim, aproximaríamos do ideal Aristotélico, da qual o ''homem virtuoso, seria aquele capaz de mediar entre o excesso e sua falta''.