Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A partir do século XX, o avanço fabril viabilizou a produção de excedentes, produtos “práticos” como alimentos embalados, sacolas plásticas, entre outros, tornaram-se corriqueiros. Todavia, a conjuntura supracitada é contraproducente diante aos aspectos ambientais. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a sociedade de consumo e as inferências causadas ao meio ambiente. 
     Primordialmente, vale ressaltar que segundo Marx, a economia determina a comunidade, nesse sentido o lucro é priorizado. Assim, a obsolescência programada das indústrias no sistema capitalista faz com que a maioria dos produtos tenham um prazo estipulado de validade, principalmente os eletrônicos, visando a rentabilidade por vendas amplificadas. Entretanto, essa prática estimula a cultura do consumismo e do desperdício, onde os objetos adquiridos sejam descartados de forma rápida e irresponsável, compactuando com a poluição do planeta.
       Ainda, a teoria de Newton, onde para toda ação há uma reação, aplica-se ao tema. Nesse sentido, é indubitável que a alta produção de detritos cause inúmeros problemas. Os lixões são depósitos a céu aberto sem nenhum tratamento, e são maioria no Brasil. Dessa forma, devido à inexistência de ações adequadas, o lixo ali despejado produz chorume, líquido contaminado que atinge os lençóis freáticos. Ademais, há a produção de gases poluentes, como o Metano e Dióxido de Carbono, contribuindo para o aquecimento global.
      É evidente, portanto, que ainda há entraves diante ao cenário referido. Destarte, o MEC deve ministrar palestras nas escolas abordando o desperdício, que cresce a cada dia, a fim de orientar o consumo das crianças para que adultos conscientes sejam formados. Atrelado, o governo em parceria a mídia pode promover propagandas educativas, para alertar a população das adversidades causadas pelo descarte errôneo, visando a conscientização destes para que o fato seja evitado. Por fim, cabe aos órgãos governamentais competentes investir em aterros sanitários, onde acontece a impermeabilização e o lixo é coberto, evitando a contaminação do solo e a poluição atmosférica. Para que assim, uma sociedade melhor e ecologicamente correta seja alcançada.