Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A relação do homem com o meio ambiente, ao longo da História, passou de amigável à predatória. Devido à exploração desenfreada de recursos naturais promovida pelo consumo em massa, a sociedade ignora cada vez mais os impactos gerados por meio do acúmulo de lixo. Como resultado, a obsolescência fomenta o descarte de objetos ainda funcionais demonstrando, assim, a necessidade de ressignificar o conceito de lixo.
          No que se refere à reciclagem, mesmo sendo de extrema importância, precisa-se conceber o ideal de prazer imediato como principal aliado ao consumismo, o qual eleva a produção de lixo. Estima-se que cada pessoa produz por dia cerca de 800 g a 1 kg, isso significa gerar aproximadamente 15000 toneladas por dia numa cidade como São Paulo, por exemplo. Tal situação implica no descarte de muitos materiais que ainda podem, e devem, ser utilizados demonstrando o quão deturpado o critério de funcionalidade se apresenta.
          Diante disso, o destino dos resíduos também devem ser abordados. Independente do tipo de lixo, seja orgânico ou industrial, a falta de coleta e tratamento adequados promovem a disseminação de doenças, tais como tétano, hepatite, verminoses, dentre outras. Dessa forma, a saúde pública também é atingida por gerar gastos aos cofres públicos para o tratamento das doenças, tornando o problema não só ambiental, mas social.
          Por tudo isso, fazem-se necessárias medidas para solução do impasse. Cabe ao Estado, a partir de parcerias entre empresas e cooperativas de reciclagem, a criação de incentivos fiscais no tratamento e reaproveitamento do lixo visando à diminuição de sua concentração. Ademais, é interessante promover campanhas realizadas por escolas e ONG's em favor do consumo consciente, para criar cidadãos ecologicamente responsáveis por meio de palestras. Assim será revigorada a relação entre o homem e meio ambiente, quebrando o elo histórico predatório de caráter utilitarista.