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    Na década de 1990 o Brasil abriu suas portas comerciais para outros países gerando maior concorrência entre as empresas, levando à baixa dos preços e ao incremento do consumo. No entanto, o povo brasileiro não estava, e ainda não está, apto a lidar com a rápida obsolescência de bens, principalmente os eletrônicos. Como resultado, temos dois produtos: uma sociedade consumista e um meio ambiente em contínua degradação.
          É evidente que todos temos o direito de adquirir artigos fundamentais à nossa sobrevivência. Contudo, isso se tornou um problema quando começamos a comprar além do que necessitamos e passamos a produzir lixo fora da capacidade de reciclagem. Um exemplo disso é a cidade de São Paulo, onde é produzido diariamente quinze toneladas de lixo, os quais, muitas vezes, são depositados em rios ou lagos tornando a água imprópria para a vida aquática ou consumo.
          Desse modo, é notório que precisamos direcionar nossos resíduos adequadamente e, assim, chegaremos mais próximo do desenvolvimento sustentável. De acordo com as Nações Unidas, essa condição é estabelecida quando nos tornamos capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas sem prejuízos ao meio ambiente. Para que isso seja possível, precisamos reciclar mais e produzir menos novos materiais.
          Percebe-se, portanto, que a prática de consumo exacerbado atrelado à produção de lixo em demasia, levando à degradação ambiental, possui raízes históricas e culturais. Para contornar essa situação, é mister que o Ministério do Meio Ambiente elabore campanhas publicitárias com biólogos de modo a expor o que estamos fazendo com nosso planeta e forçar uma mudança de hábitos dos cidadãos. Espera-se que, com isso, seja possível proporcionar a todos condições de vida digna sem agravos ambientais.